quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Fosfateira embargada em SC


29/09/2009, 17:40

A Justiça Federal decidiu ontem (28/09) embargar as obras que dariam origem ao Complexo de Fabricação de Superfosfato Simples, no município de Anitápolis, Santa Catarina. Projeto das multinacionais Bunge e Yara Brasil Fertilizantes, a construção do complexo prevê a supressão de 336,7 hectares de Mata Atlântica ainda preservada para a exploração de fosfato e produção de ácido sulfúrico para produção de fertilizantes. Segundo a Associação Montanha Viva, proponente da Ação Civil Pública que resultou no embargo da obra, a pedido do Ministério Público Federal, além da destruição dos remanescentes, alguns em áreas de preservação permanente (APP), o complexo ainda causaria poluição do solo e da água, que poderia atingir 14,5% da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão.

Também são citados na ação, impactos causados pela construção de barragens para bacia de rejeitos – contenção de lama do minério residual -, da linha de transmissão, que interferirá em 74 hectares de mata nativa e contornará os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, do transporte de enxofre necessário para produção do fertilizante, além dos impactos sociais causados pela atração de mão-de-obra par ao local, que não possui infraestrutura habitacional, de saúde, educacional e de segurança-pública. Atualmente, a área destinada para construção do empreendimento vem sendo pleiteada para a criação do Parque Nacional do Campo dos Padres, “o que demonstra mais uma vez a importância do local do ponto de vista ambiental”, diz texto da ação.

Segundo o biólogo Jorge Albuquerque, presidente da Associação Montanha Viva, não-governamental que há vários meses luta pela não implementação do projeto, como vem noticiando O Eco, este foi ainda o “primeiro tempo” de uma disputa que promete ir longe. Além das empresas Bunge e Yara Fertilizantes, são rés no processo, entre outros órgãos, a Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e o Ibama, que estão proibilidos de emitir autorizações para desmatamento na área.

Fonte: O Eco

Saiba mais: Baixe a apresentação em slides, aqui!

Ação contra fosfateira em SC
- Ambientalista agredido em SC

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fosfateira: uma questão de vida (ou morte)


por Ana Echevenguá

“Eu às vezes fico pensando em como seria se os brasileiros falassem. Se protestassem contra o que lhes fazem, se fizessem discursos indignados em todas as filas de matadouro, se cobrassem com veemência uma participação em tudo o que produzem para enriquecer os outros, reagissem a todas as mentiras que lhes dizem, reclamassem tudo que lhes foi negado e sonegado e se negassem a continuar sendo devorados, rotineiramente, em silêncio. Não é da sua natureza, eu sei, só estou especulando. Ainda seriam dominados por quem domina a linguagem e, além de tudo, sabe que fala mais alto o que nem boca tem, o dinheiro. Mas pelo menos não os comeriam com a mesma empáfia”. (Luis Fernando Veríssimo, O Mundo é Bárbaro, pag. 46).

O caso da fosfateira – Indústria de Fosfatados Catarinense, joint-venture das multinacionais Bunge e Yara – é umas das poucas brigas de ecochatos que ganhou espaço na mídia nacional. E esse pessoal é pretensioso: quer ser ouvido na Noruega, sede da Yara/Bunge. Será que consegue? Afinal, ecochato só incomoda, só quer confusão, o que ele fala é bobagem que não vende jornal porque não está avalizado por doutores, pós-doutores, gente grande, donos do poder…

Recordo quando o professor Jorginho me ligou dizendo que havia conseguido um espaço no Diário Catarinense. E da sua frustração nos dias seguintes porque a repórter desprezou a sua versão dos fatos. Ora, ora, professor das montanhas vivas: o que a gente poderia esperar da nossa imprensa??

Aí, o grande jornalista Haroldo Castro publicou “uma chamadinha” em sua coluna Viajologia* que rendeu bastante: “Falei sim. Apenas uma palavrinha. Mas depois passei a pauta adiante para a Época e eles fizeram a matéria”.

Agora, Diário Catarinense, Estadão e outros estão divulgando o caoso. Afinal, os indignados não sossegam: deram uma tacada de mestre: pediram ajuda à Assembléia Legislativa de SC. Quem sabe faz a hora… Os deputados, em eterna campanha para reeleição, aceitaram a realização de audiências públicas em cidades que serão atingidas pelo projeto da IFC.

Claro que esses deputados só querem pedir votos, sair na foto. São os mesmos que criaram nosso Código Ambiental Inconstitucional, que transformaram a maior unidade estadual de conservação – Parque da Serra do Tabuleiro – em “Área de Livre Especulação”…

Bom, a ALESC promoveu uma audiência em Braço do Norte, no dia 25 último. A FATMA não compareceu. Pra quê? Pra explicar como e por que já concedeu a LAP – Licença Ambiental Prévia para a IFC? E por que vai licenciar a supressão de Mata Atlântica para implantação de fábrica??? Eles já explicaram tudinho, gente! Afinal, “Esse foi um dos projetos mais complexos e estudados pela Fatma”**, afirmou Murilo Flores, presidente desta.

Além disso, Luiz A. Correa, também da FATMA, disse que na audiência de Anitápolis, “não houve manifestação pró e contra. Foi uma audiência que chamou a atenção por um nível muito bom”***. Pelo teor da notícia da qual extraí esta frase, sobre dúvidas e temores sobre o empreendimento, parece que este técnico da FATMA está falando de outra audiência.

Voltando a Braço do Norte, o presidente da audiência – que foi eleito na região catarinense destruída pelos “Donos do Carvão” e que nunca fez nada para mudar esta situação – concedeu 30 minutos para a IFC apresentar o projeto.

Pasmem! Nada de técnicos falando complicado, explicando A + B = Desenvolvimento Sustentável. Colocaram um filme legal na telinha. Uma maravilha de empreendimento, emprego, desenvolvimento, segurança… Só faltaram as pipocas. Olha, do jeito exposto, qualquer um gostaria de morar ao lado ou abaixo da fosfateira!

Vendo tudo aquilo, até pensei: essa gente de Anitápolis está preocupada com o quê? Tudo 100% seguro. Os trabalhos terão supervisão e fiscalização de equipes internacionais, sabiam??? Acho que nem eles confiam no trabalho da FATMA e IBAMA (risos).

Se a Adriana e seu esposo não reclamassem, teríamos um longa metragem de 2 horas, eu acho. Aí, eles avisaram aos deputados que a IFC estava abusando. Político não usa relógio, Adriana! Eles controlam tudo, até o tempo.

Inútil dizer que as cifras do projeto de R$ 550 milhões já cativaram os donos do poder: R$2,5 milhões anualmente em arrecadação municipal e R$ 7,5 milhões para os cofres estaduais e federais. O prefeito de Anitápolis, Saulo Weiss, vai entrar pra história como o Prefeito da Fosfateira: “Se o projeto vingar, a cidade verá o orçamento passar de R$ 4 milhões para R$ 6,5 milhões”. (Cuidado, prefeito: o eleitor tem memória!)

É a velha história da geração de empregos e tributos para justificar lucro em detrimento do meio ambiente e da saúde dos seres vivos. E a gente nem sabe se esse dinheiro vai entrar nos cofres públicos já que a IFC ganhou todos os incentivos fiscais necessários.

Mas os demais números do projeto, mesmo na produção cinematográfica bungeana, assustam: extração de 1,8 milhão de toneladas de fosfato por ano que gerará uma cratera a céu aberto, 1,2 milhão de rejeito (só 13% do fosfato extraído é utilizado), produção de 500 mil toneladas de super fosfato simples, 200 mil toneladas de ácido sulfúrico, uso de muita água captada no Rio dos Pinheiros. Uma barragem de rejeitos construída a 600 m acima do nível do mar, numa região de alto risco a erosão e deslizamentos, conforme estudos do Comitê da Bacia do Tubarão; e suscetível a enxurradas e trombas d’água.

Pra situação não ficar tão escandalosa, a FATMA até admite riscos na barragem de rejeitos: “Tecnicamente, é impossível falar que não existe risco. Toda e qualquer obra de engenharia apresenta riscos”.

O impacto é regional. A obra está dentro da bacia hidrográfica do rio dos Pinheiros, um dos 19 rios da bacia hidrográfica do rio Braço do Norte. Assim, de imediato, serão atingidas Anitápolis, Santa Rosa de Lima, Rio Fortuna, Grão Pará, Braço do Norte e São Ludgero.

A extração do fosfato – lixiviável e hidrossolúvel – vai provocar, com certeza, contaminação dos recursos hídricos e solo da região. Além disso, esses produtos tóxicos circularão pelo estado. Ácido sulfúrico e o enxofre (importados) saírão do porto de Imbituba (litoral sul) e chegarão a Anitápolis em caminhões. O produto final irá para Lages (planalto serrano) onde o superfostafo será armazenado e escoado (dizem!) por ferrovia.

Quanto ao uso da água, o promotor estadual Luís Eduardo Souto, na audiência que ocorreu na ALESC, foi claro: “Não sabemos se quantidade de águas que temos é suficiente para as atividades econômicas do Estado. Sem políticas públicas de planejamento ecológico e econômico é difícil saber o impacto do empreendimento”. E reforçou: “a empresa precisará de água para funcionar, mas que o Estado não tem um projeto de política de recursos hídricos e que não há conhecimento da quantidade de água existente nos rios catarinenses”****.

Somente por este fato, o licenciamento deveria ser negado. Cadê a absoluta certeza científica? Cadê o princípio da precaução, gente? Ou cadê o bom senso dessa gente? Todos foram seduzidos pela lógica imediatista da economia (tributos, empregos, …), ainda que falaciosa? E a lógica dos efeitos nefastos que um empreendimento desses pode causar à saúde e ao ambiente é irrelevante. A gente vê isso depois???

Caro leitor, ainda que não seja ‘da sua natureza’, como falou Veríssimo, entre nessa luta, junte-se a esses ecochatos que querem defender Anitápolis, um paraíso onde a agricultura familiar é responsável pela subsistência de 80% da população de 4 mil habitantes, e as demais regiões que serão degradadas pela IFC.

A luta conta com o apoio de professores pesquisadores da UFSC, UDESC, UNIBAVE… Mas precisa do apoio de cada um dos que sonham com um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Fale! Proteste! Reclame! É a nossa saúde e a dos nossos filhos que está em jogo; banir a IFC (e seus adeptos) do nosso chão é uma questão de vida! Infelizmente, estamos “sendo devorados, rotineiramente, em silêncio”.

Publicado aqui!

domingo, 27 de setembro de 2009

Estamos vivendo "A Era da Estupidez"



O filme que teve estréia mundial em 22 de setembro, mostra a que ponto chegou a destruição ambiental no mundo e alerta para a responsabilidade de cada indivíduo em impedir a anunciada catástrofe global. Misturando documentário e ficção, o longa é estrelado pelo ator indicado ao Oscar, Pete Postlethwaite, que interpreta um velho sobrevivente no devastado mundo de 2055. Ao assistir a diversas imagens de arquivo do início do século 21, ele se pergunta, arrependido, por que não prevenimos as mudanças climáticas do nosso planeta enquanto ainda havia tempo?

sábado, 26 de setembro de 2009

ECOPSICOLOGIA - Espiritualidade e Meio Ambiente



por Marco Aurélio Bilibio - Psicólogo e Teósofo.

“A raiz da crise ambiental está na dimensão psicológica e espiritual”.

“crescimento sem limites vem moldando todo nosso cenário civilizatório, e gerado uma crise que é multidimensional, é uma crise política, é uma crise econômica, porque o modelo econômico não consegue resolver a questão da sobrevivência... mas é também uma crise psicológica, é uma crise existencial, é uma crise espiritual”.

“Até onde a psicologia tem ajudado ou atrapalhado na relação do ser humano com o planeta?”

Os conteúdos do inconsciente ecológico representam em algum grau e em algum nível de mentalidade, o registro vivo da evolução cósmica. “Voltando atrás as mais distantes condições da história e no tempo nos quais o ser humano se desenvolveu”.

“O centro da mente humana é o inconsciente ecológico”.

Para ecopsicologia – “a repressão do inconsciente ecológico é a raiz mais profunda da loucura coletiva como se poderia chamar a relação do ser humano com o seu ambiente natural”.

“O EGO ecológico amadurece na direção de um censo de responsabilidade ética para com o planeta que é vivamente experenciado como nossa responsabilidade ética para com outros povos e outros seres”.

“Entre os projetos terapêuticos mais importantes da ecopsicologia, está à reavaliação da compulsividade masculina que permeia nossa estrutura de poder político, e o qual impulsiona a dominar a natureza como se ela fosse alienada de nós em um campo sem direito”.

“O que quer que contribua para formas sociais de pequena escala e fortalecimento das instâncias pessoais de decisão, estão de acordo com a ecopsicologia”.



“Esse questionamento não significa rejeitar o gênio tecnológico da nossa espécie, principalmente as medidas que aprimoram a vida que o poder industrial tem trazido... isso tudo não deve refletir uma reflexão anti-industrial, porque evidentemente ela está se referindo ao EGO urbano de uma sociedade industrial”.

"A repressão de nosso 'inconsciente ecológico', é a causa mais profunda da insanidade coletiva que assola a sociedade industrial."

“A ecopsicologia sustenta que exista uma interação sinérgica entre o bem estar planetário e o bem estar pessoal. As necessidades do planeta são as necessidades das pessoas. E os direitos das pessoas são os direitos do planeta”.

“Estudos contemporâneos concluem que a complexidade da natureza, nos mostram que a vida e a mente emergem de uma história evolucionária de sistemas naturais que culminam numa sequência de sistemas físicos e biológicos, mentais e culturais que nós chamamos de universo”.

(Trechos extraídos deste vídeo)

Extraído do livro “Ecopsicologia, Restaurando a Terra e Curando a Mente” – Theodore Roszak.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Água que abastece Florianópolis pode estar contaminada


Água contaminada?

Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública visando resguardar o manancial de Pilões de possível contaminação por agrotóxicos. O processo foi ajuizado pelo Promotor de Justiça José Eduardo Cardoso, da na Promotoria Temática da Serra do Tabuleiro. Ele requer que seja concedida medida cautelar para que seja determinado ao município de Santo Amaro da Imperatriz, à Fatma, à Casan e ao Estado que adotem medidas para fazer cessar o uso, depósito e emprego de quaisquer substâncias agrotóxicas e afins, ou componentes destinados à correção do solo, na localidade de Vargem do Braço, junto ao manancial de Pilões. A informação sobre a possível contaminação do manancial de Pilões por agrotóxicos foi dada pela Epagri-SC, esclarecendo que ocorreria em razão de atividade agrícola praticada próximo ao ponto de captação de água pela Casan.

Fonte: ClickRBS

>>> leia mais: Justiça mantém a permissão para ocupação em área dentro do Parque Estadual do Tabuleiro

Agrotóxicos no seu estômago, artigo de João Pedro Stedile

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Yin e Yang: o equilíbrio do movimento


“Atualmente vivemos uma conjuntura toda particular, marcada pelo excesso. Perdemos a coexistência do yin com o yang, de Apolo com Dionísio. Se não encontrarmos um ponto de equilíbrio tudo pode acontecer, até um flagelo antropológico. Precisamos de uma loucura sábia que possibilite uma nova síntese entre esses dois pólos para reinventar um novo caminho que nos garanta o futuro”.

por Leonardo Boff, teólogo.

tradição do Tao vê a história como um jogo dialético e complementar de dois princípios: yin e yang, forças subjacentes a todos os fenômenos humanos e cósmicos. Procurando luzes para entender e sair da crise global talvez este olhar holístico dos sábios orientais nos possa inspirar.

A figura de referência para representar estes dois princípios é a montanha. O lado norte, coberto pela sombra, é o yin, que em chinês quer dizer sombreamento e corresponde à dimensão Terra. Ele se expressa pelas qualidades da anima, do feminino nos homens e nas mulheres: o cuidado, a ternura, a acolhida, a cooperação, a intuição e a sensibilidade pelos mistérios da vida.

O yang significa a luminosidade do lado sul e corresponde à dimensão Céu. Ele ganha corpo no animus, as qualidades masculinas no homem e na mulher como o trabalho, a competição, o uso da força, a objetivação do mundo, a análise e a racionalidade discursiva e técnica.

A sabedoria milenar do Taoísmo ensina que estas duas forças devem ser balanceadas para que o caminhar das coisas se faça de forma, a um tempo, dinâmica e harmônica. Pode ocorrer que uma predomine sobre a outra, mas importa buscar, o tempo todo, o equilíbrio difícil entre elas.

O yin e o yang remetem a uma energia mais originária, um círculo que contem a ambos: o Shi. O Shi é a energia cósmica que tudo sustenta, penetra e move A teologia yorubá e nagô, tão presentes na Bahia, ensina que essa energia é o Axé universal, com as mesmas funções do Shi. Os cristãos falam do Spiritus Creator, ou do Sopro cósmico, que enche e dinamiza toda a criação. Os modernos cosmólogos se referem à constante cosmológica que é Energia de fundo que produziu aquele minúsculo ponto que se inflacionou e depois explodiu - big bang - dando origem ao nosso universo. Após esta incomensurável explosão a Energia de fundo se desdobrou nas quatro forças fundamentais que atuam sempre juntas e que subjazem a todos os eventos - a energia gravitacional, eletromagnética, nuclear fraca e forte - para as quais não existe, na verdade, nenhuma teoria explicativa.

Nossa cultura ocidental, hoje globalizada, rompeu esta visão integradora e dinâmica. Ela enfatizou tanto o yang que tornou anêmico o yin. Por isso, permitiu que o racional recalcasse o emocional, que a ciência se inimizasse com a espiritualidade, que o poder negasse o carisma, que a concorrência prevalecesse sobre a cooperação e a exploração da natureza descurasse o cuidado e o respeito devidos. Este desequilíbrio originou o antropocentrismo, o patriarcalismo, a pobreza espiritual, a cultura materialista e predadora e a atual crise ecológica global.

Somente com a integração da força do yin, da anima, da logique du coeur (Pascal), do mundo dos valores, corrigindo a exacerbação do yang, do animus, do espírito de dominação, podemos proceder às correções necessárias e dar um novo rumo ao nosso projeto planetário.

Na tradição do cânon ocidental expressamos o mesmo fenômeno do yin e do yang referindo-nos a duas figuras mitológicas: Apolo e Dionísio.

A dimensão Apolo está no lugar da ordem, da razão, da disciplina, numa palavra da lei do dia sob a qual se rege a sociedade organizada. A dimensão Dionísio representa a liberdade face às leis, a coragem de violar interditos, a exaltação da alegria de viver e a inauguração do novo, numa palavra, a lei da noite, que é o momento em que as censuras caem e tudo fica gris e indefinido.

Atualmente vivemos uma conjuntura toda particular, marcada pelo excesso. Perdemos a coexistência do ying com o yang, de Apolo com Dionísio. Se não encontrarmos um ponto de equilíbrio tudo pode acontecer, até um flagelo antropológico. Precisamos de uma loucura sábia que possibilite uma nova síntese entre esses dois pólos para reinventar um novo caminho que nos garanta o futuro.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mobilização FORA fosfateira atinge seus objetivos





SBT de Santa Catarina e Roberto Salum vestem nossa camiseta do FORA FOSFATEIRA



Extraído do blog Associação Montanha Viva

A humanidade correndo para o abismo


Um discurso ainda em moda é o de que vivemos numa época em que se exige velocidade em todos os campos, como se a pressa fosse uma alta qualidade e não o péssimo defeito demonstrado pela prática. O resultado nós vimos no século XX, um século no qual se destruiu mais do que em todos os outros anteriores somados.

Depois dessa correria destrutiva, já era tempo do ser humano ter a percepção de agora é preciso focar a agilidade e rapidez no ataque às conseqüências devastadoras deste desenvolvimento sobre a natureza. O mundo agora tem que correr para reverter o mecanismo destrutivo que acabou sendo impulsionado pela exploração impensada dos recursos do planeta.

O que se prevê para o meio ambiente global é um cenário de filme de ficção-científica, do tipo “disaster movie” norte-americano. E além do filme já ter iniciado, cada momento assustador é substituído por algo pior, com previsões catastróficas sendo desmentidas por novos números que aumentam sempre o nível de temor.

Logo que assumiu o cargo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, fez uma visita à Antártica para ver com os próprios olhos os efeitos do aquecimento. A viagem foi em novembro de 2007 e ele pode então observar o derretimento das geleiras.

Na volta, o secretário-geral expressou sua preocupação com o que viu e falou da falta de vontade política, já que dinheiro para resolver o problema nunca faltou.

Não se passaram dois anos e a situação piorou bastante. Estudos atualizados mostram que a velocidade do aquecimento global é bem maior do que se divulgava até o momento em que Ban Ki-Moon botou os pés na superfície gelada da Antártica. Lembra novamente a imagem do “disaster-movie”, esta realidade trágica que parece filme. Hoje, estamos no pior cenário previsto pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Em entrevista no início deste mês, depois de visitar novamente a camada de gelo do oceano Ártico, desta vez na costa da Noruega, o secretário-geral falou sobre estes números novos. “Até o final deste século, o nível dos mares pode subir entre meio metro e dois metros,” disse ele, falando sobre um dos efeitos do aquecimento global.

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sábado, 19 de setembro de 2009

NÃO à Fostateira de Anitápolis (SC)

COMPAREÇAM EM RANCHO QUEIMADO DIA 20 DE SETEMBRO 2009

(clique na imagem para ampliar)

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Leia mais: Impacto ambiental de instalação de fosfateira em Anitápolis preocupa moradores