segunda-feira, 30 de junho de 2008

Energia eólica e seus adversários


Uma resposta parcial para a crise energética dos EUA está começando a surgir. Mas os esforços para aproveitar os ventos do estado do Kansas demonstram a dificuldade que se encontra para erguer um setor que ameaça os interesses hoje dominantes.

Preservacionistas temem que a energia eólica prejudique a paisagem. Há também a oposição de políticos ligados ao setor de carvão. Por outro lado, há quem acredite que, aproveitando o potencial do vento, os EUA poderiam gerar eletricidade para atender todo o país.

Apenas 1% da eletricidade nos EUA é proveniente do vento, mas o governo e líderes do setor querem atingir a marca de 20% até 2030. Esta transformação, no entanto, não será fácil. Grande parte da geração de energia eólica norte-americana fica no meio-oeste, e a demanda por eletricidade está no litoral. A rede elétrica, que foi projetada há décadas, não consegue transportar grandes quantidades de eletricidade ao longo de milhares de quilômetros.

domingo, 29 de junho de 2008

Chuva de raios provoca incêndios devastadores na Califórnia (EUA)


Sinais do desequilíbrio do clima pelo mundo. Uma tempestade de raios estremeceu a Califórnia, nos Estados Unidos. Foram oito mil explosões no céu na madrugada desta quarta-feira (25/06).

A tempestade de raios foi provocada pela seca, que já dura dois anos, a mais longa da história. Milhares de bombeiros tentam conter as chamas. Ao todo, 800 focos de incêndio queimam as florestas de Monterey e Tassajara, que se aproximam de áreas densamente povoadas. O fogo já destruiu 16 casas.

Leia mais!

sábado, 28 de junho de 2008

Microsoft e Nintendo, vilãs na lista verde dos eletrônicos


A mais recente versão da lista de eletrônicos "verdes", divulgada pelo Greenpeace, mostra as empresas Microsoft e Nintendo como as principais vilãs no uso de substâncias tóxicas e também nas iniciativas de recolhimento dos equipamentos usados. Na contramão, Sony e Sony Ericsson são as duas únicas companhias que aparecem com mais de cinco pontos numa escala em que 10 é a nota máxima.

A Microsoft e a Nintendo aparecem no pé da lista por conta de seus consoles de videogame.

– A Nintendo melhorou no uso de produtos químicos tóxicos e em sua política relacionada ao clima. No entanto, nem a relativa eficiência no consumo de eletricidade do console Wii fica dentro dos padrões mínimos exigidos – diz o relatório.

Já a Apple, continua o texto, perdeu uma grande chance de melhorar seu posicionamento com o lançamento da nova versão do iPhone, que não tem grandes melhoras relacionadas ao ambiente. Os produtos dessa mesma empresa aparecem ao lado da Sony Ericsson como os mais eficazes no baixo consumo de energia.

Criado em agosto de 2006, o ranking está em sua oitava edição. Ele mostra os líderes do mercado de telefones celulares, computadores, TVs e consoles e, de acordo com a ONG, funciona como ferramenta para que as companhias implementem melhoras relacionadas ao ambiente. As informações são do G1.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Saiba o que fazer na hora de descartar seu eletrônico usado


Para evitar que o agravamento do problema do lixo, os consumidores de eletrônicos devem dar um destino adequado a seus aparelhos obsoletos. Basicamente, quando ainda estão funcionando eles podem ser doados ou vendidos (saiba como fazer). E, no caso de não funcionarem mais, também é possível devolvê-los a alguns fabricantes para que eles façam a reciclagem adequada (saiba quais empresas de tecnologia fazem esse tipo de coleta).

Leia mais aqui!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Porto Alegre encaminha proposta do Plano Cicloviário à Câmara


O projeto de lei que institui o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre foi entregue à Câmara de Vereadores nesta quarta. A entrega foi realizada pelo prefeito da Capital, José Fogaça, ao presidente da Câmara, Sebastião Melo. A previsão é de que a proposta entre em votação no plenário da Câmara no segundo semestre de 2008, depois de apreciada nas comissões.

Desenvolvido a partir de diagnóstico técnico da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o projeto tem como objetivo incentivar o uso da bicicleta como nova alternativa de transporte, integrando ciclovias ao sistema viário existente na cidade. Conforme o projeto, foram identificados 495 quilômetros propícios para ciclovias e ciclofaixas em diferentes regiões da cidade.

Leia mais!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Meia Amazônia Não


O Greenpeace está promovendo mais um iniciativa em favor da Amazônia e da preservação florestal. Trata-se da campanha Meia Amazônia Não. A idéia é reunir manifestações contra o Projeto de Lei 6424/2005, apelidado pelo setor ambientalista de "Projeto Floresta Zero". Dentre outras coisas, esse PL autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas da Amazônia.

O site da campanha abriga uma "árvore genealógica" de participantes. Quem assina o protesto pode convidar amigos, que vão se integrando a sua árvore. Um sistema de legendas em folhas de árvore mostra o que cada convidado fez: folha verde para quem assinou e divulgou o protesto, folha amarela para que apenas assinou e folha seca para quem não fez nada. E, o mais legal, olhando pela própria árvore, dá para saber o que os convidados fizeram e dar uma de "eco-chato", mandando novos e-mails cobrando a participação.

A assinatura do protesto gera automaticamente um e-mail, enviado para uma lista de deputados e senadores. O grande defeito da campanha é o site ser bastante lento para carregar, o que pode levar à desistência dos menos persistentes. Mas, pela Amazônia, vale a pena esperar um pouquinho.

Acesse o site da campanha: www.meiamazonianao.org.br

Carro elétrico chegou


Financiada por capital de risco norte-americano, a empresa norueguesa Think aposta no modelo Ox para provar que é a hora deste tipo de carro ir para o mercado. Ele é movido a baterias de lithium-ion e aproveita a luz solar para acionar dispositivos eletrônicos.

Os carros elétricos ainda não arrancaram nos EUA. Cinco anos depois de a General Motors interromper o programa de fabricação do modelo EV1, apenas algumas fabricantes pretendem produzir carros deste tipo em massa, e em breve.

O carro chega no mercado norte-americano já em 2009. Entendido como o carro elétrico popular do século XXI, o Ox pode rodar de 200 a 250Km sem recarregar, e faz de 0 a 100Km/h em 8,5 segundos.

Fonte: Opinião e Notícia.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Efeito estufa


Uma estufa construída no Bairro Seminário, em Chapecó, está chamando a atenção dos moradores pela criatividade e sua contribuição em retirar lixo do meio ambiente. O aposentado Olímpio Orlandi, de 70 anos, construiu as paredes da estufa utilizando garrafas descartáveis. Foram 1,1 mil garrafas coletadas nas suas andanças.

Ele também contou com a colaboração dos vizinhos, que guardavam os vasilhames. Alguns adolescentes ajudaram na coleta, em troca de moedas.

Orlandi já pensava em construir uma estufa de lona plástica, pois a sua horta não se desenvolvia bem e muitas vezes era danificada por animais. Foi quando ouviu um primo comentar sobre a possibilidade de construir a estrutura com garrafas plásticas.

O ex-agricultor, que apenas tinha a experiência de ter construído galpões, ficou matutando como faria para montar as paredes. Até que surgiu a idéia de passar um arame para manter unidas as garrafas.

O aposentado estava convicto de que seu plano era bom. Com alguns pedaços de madeira, palanques de concretos e até bambu, ele montou a estrutura que iria segurar as paredes de plástico. O gasto foi de apenas R$ 24 com o arame. O trabalho, que iniciou em janeiro, ficou pronto no início de março.

- Dá para plantar 130 mudas - disse Orlandi. Graças ao calor constante, as verduras ficam prontas em um mês, quase a metade do tempo de quando ficavam ao ar livre. E ainda ficam protegidas dos animais e da geada. Até flores e ramas de mandioca ficam protegidas dentro da estufa durante o inverno. Desde que a obra ficou pronta, não falta alface, chicória, salsa e beterraba. Até os vizinhos quiseram experimentar a salada produzida na estufa ecológica.

Um deles gostou tanto da idéia que também construiu a sua. Orlandi continua juntando litros para ampliar. E está feliz com os resultados.

- Imagina se estes litros estivessem rolando por aí, quantos bueiros estariam trancando?

Aos 70 anos, ele mostra que nunca é tarde para adotar iniciativas que contribuem para o meio ambiente.

DC.

Paul McCartney diz que comida vegetariana pode ajudar a reduzir aquecimento global


Para Paul McCartney, existe uma maneira simples de contribuir na luta contra as emissões de CO² que causam as mudanças climáticas: comer pratos vegetarianos todas as segundas-feiras.

Segundo o ex-Beatle, entrevistado pela revista britânica especializada em alimentos The Grocer, evitar a carne um dia por semana é um hábito já muito difundido na Austrália, onde os consumidores estão conscientes do impacto ambiental dos grandes rebanhos de gado.

— Muita gente vai às segundas-feiras na academia. A segunda-feira sem carne é um pouco como esse hábito de ir à academia, e além do mais você ajuda o planeta — explica o músico, que há muitos anos é um vegetariano militante.

Para Paul, se você não pode renunciar completamente à carne, eliminar por um dia já é um passo a frente.

— Uma das conclusões mais significativas do último relatório da ONU sobre mudanças climáticas é que teremos que comer menos carne. Não é a Sociedade Vegetariana que afirma isso, é a ONU — lembra Paul.

Fonte: ClicRBS

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Como funciona a reciclagem de pilhas e baterias


Um processo incipiente

São 1,2 bilhão de pilhas e 400 milhões de baterias de celular comercializadas por ano no Brasil, segundo dados do Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica - Abinee. Assim, como essa quantidade enorme chega às mãos do consumidor, uma quantidade também enorme delas sai das mãos do consumidor. E a grande maioria para a lata de lixo comum.

Tal informação não deveria preocupar, já que, desde 2000, todas as pilhas produzidas no Brasil têm quantidades mínimas ou quase nulas dos metais pesados mais poluidores como cádmio, mercúrio e zinco, dentro do que está estabelecido pela resolução 257 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), editado em 1999. Pela lei, o perigo da poluição por metais pesados em pilhas e baterias é mínimo e assim, qualquer um poderia fazer coro com boa parte dos empresários do setor que diz que é possível jogar as pilhas no lixo. O problema é que a realidade brasileira não é nada animadora. Primeiro que a instrução de jogar no lixo é válido se o houver um bom manejo do aterro sanitário, o que é uma realidade existente em apenas 10% dos aterros brasileiros, segundo estimativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além disso, nem toda pilha que você compra está dentro do padrão já que 33% do mercado são formados pelas chamadas “baterias ilegais”. Ou seja, cerca de 400 milhões de pilhas e baterias vêm de contrabando e outras origens, sem nenhuma segurança de que elas acompanham as medidas do Conama.

Além dessa dura realidade do mercado brasileiro, os críticos das decisões do Conama lembram ainda que as quantidades sejam mínimas, na verdade, não refrescam muito e o perigo de poluição continua, já que são milhões de pilhas descartadas.

Incipiente no Brasil, a reciclagem ou reaproveitamento das pilhas e baterias é mínimo, tendo apenas uma fábrica em 2008 que a fazia, reciclando cerca de 6 milhões de pilhas e baterias por ano, menos de 1% do comercializado. Trata-se da Suzaquim. Outras empresas de baterias de celulares, por exemplo, colhem o material e enviam para recicladoras fora do Brasil.

Entregar para a reciclagem é a parte que qualquer consumidor pode fazer. Mas para um consumidor com fome por consciência ecológica, um bom caminho é saber como é essa reciclagem para que ela se torne uma realidade maior no futuro, além de conhecer um pouco melhor os produtos derivados. Vamos lá.