Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência. [...]Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto." Chefe Seatle.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Sustentabilidade e felicidade
André Soares, quando novo, viajou por 50 países sem nenhum dinheiro no bolso. A peregrinação levou-a à Austrália, onde conheceu o conceito de "permacultura", a cultura da permanência. Depois de morar numa favela de Brasília, comprou um terreno degradado em Pirenópolis, Goiás, e transformou-o num centro de pesquisas para encontrar um novo jeito de viver no mundo.
sábado, 8 de outubro de 2011
Entrevista com o Dr. David Servan Schreiber sobre alimentação
Entrevista, com legendas em português, com o Dr.David Servan Schreiber, autor do livro Anticâncer que vendeu mais de um milhão de exemplares em 26 países.
sábado, 1 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Catalunha dá adeus às touradas

Última tourada aconteceu neste domingo em Barcelona.
As touradas foram definitivamente proibidas neste domingo (25) na Catalunha, na Espanha, após um último evento que acontece nesta tarde, acompanhado por milhares de fãs da atividade em Barcelona. A prática esportiva foi banida após petição assinada por 180 mil pessoas.
Ativistas da organização Anima Naturalis comemoraram com brindes a última das "corridas" na região espanhola em frente à arena em Barcelona.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Japão pós-tsunami

O Japão é hoje outro país
Ethevaldo Siqueira, jornal O Estado de S.Paulo
Imagine, leitor, que eu supunha ter vindo a Berlim com a proposta única de cobrir a IFA 2011, exposição e congresso que se transformaram no maior evento do mundo na área de eletrônica de entretenimento. Vim preparado para ouvir e fazer perguntas apenas sobre tendências da tecnologia nessa área e, no máximo, saber alguma coisa sobre a recuperação da indústria no Japão pós-tsunami.
Um executivo japonês, entretanto, começou sua apresentação na abertura deste evento, na sexta-feira, mostrando as imagens mais chocantes da devastação causada pelo terremoto e pelo tsunami há alguns meses. Suas palavras iniciais me tocaram e me prenderam muito mais do que toda tecnologia que viria depois:
"Minha geração nunca havia assistido a uma destruição dessas proporções. A de meus pais, quando crianças, talvez, só viu uma coisa pior: a guerra, com duas bombas atômicas. Vocês viram, talvez, pela televisão e pelos jornais, as imagens de devastação causadas pelo terremoto seguido de tsunami em 11 de março. Voltei a um dos locais destruídos, onde tínhamos uma fábrica, e quase chorei com uma emoção ainda maior: a reconstrução de meu país. Parece um milagre, mas o Japão está renascendo. E descobrimos coisas extraordinárias: como os valores de cada cidadão, o poder até desconhecido que parecia adormecido no coração de cada japonês, sua pertinácia,sua capacidade de luta, a alegria da reconstrução de cada casa, cada metro de rua ou de estrada. Cunhamos até novas palavra em kanji (alfabeto ideográfico sino-japonês) para definir o que sentimos em relação ao nosso povo: uma sociedade inquebrantável, indestrutível."
Com essas palavras, vice-presidente da Toshiba, Masaaki Osumi, primeiro palestrante notável (keynote speaker) da IPA 2011, anteontem, emocionou uma platéia de 500 jornalistas, normalmente fria. Osumi não mostrou apenas o tamanho da destruição ocorrida em seu país, mas destacou, principalmente, as lições que ela trouxe com a reconstrução.
As conclusões do dirigente da Toshiba foram para mim ainda mais surpreendentes, quando ele disse: "As consequências mais importantes do tsunami e do terremoto para o Japão não foram a devastação e o sofrimento. O mais precioso desse desastre foi o que pudemos aprender sobre a vida e sobre nosso povo. Estamos revendo quase tudo em matéria de energia e infraestrutura. Um erro fundamental do passado era pensar que a coisa mais importante para a indústria e para nossa economia era dispor de energia elétrica abundante, mesmo provindas de usinas nucleares. Nossa consciência ecológica mudou.
Podemos viver melhor com menos energia e, em especial, proveniente de fontes renováveis. Todos os nossos novos produtos consomem muito menos energia do que os dispositivos anteriores. Esse é o nosso novo conceito de tecnologia inteligente (smart technology). Pensamos mais além, em uma sociedade mais inteligente, mais solidária e muito mais sustentável."
Depois de ouvir Osumi, decidi conversar, de uma forma pessoal e exclusiva, com dois outros lideres japoneses aqui presentes: vice-presidente da Sony, Kazuo Hirai, e o diretor corporativo da Panasonic, Harayuki Ishio. Eles me disseram coisas muito semelhantes às ditas por Osumi.
A julgar pelas opiniões desses líderes, o Japão deverá erradicar progressivamente suas usinas nucleares, investirá muito mais em energias alternativas e renováveis, a começar pela energia solar. E deverá utilizar todas os sistemas de informação – a começar pela internet - para divulgar previsões sobre acidentes naturais, em especial terremotos e maremotos.
Educação. O que esses líderes japoneses nos tem mostrado aqui em Berlim, é, acima de tudo, o valor da educação. Num país onde o ensino público é de excelente qualidade, é fácil compreender porque o Japão tem obtido os melhores resultados do comportamento de sua população, dos mais jovens até os mais velhos, em especial no tocante à reação dos cidadãos aos apelos públicos para a reconstrução das cidades, da infraestrutura e dos sistemas de abastecimento.
A indústria tinha de buscar o caminho da eletrônica verde e dos produtos inteligentes. Masaaki Osumi mostrou exemplos dos novos produtos da Toshiba, exibindo o tablet e o laptop mais finos do mundo e com o menor consumo de energia. Numa foto, que ele mesmo fez, mostrou uma loja de um revendedor de produtos da Toshiba, uma pequena casa construída em menos de 60 dias no lugar onde havia um edifício arrasado pelo tsunami de março.
"Vejam: todo agora é simples aqui. Só depois de uma imensa tragédia pudemos descobrir nossa capacidade de reconstruir a importância das coisas simples. O telhado desta casa está revestido de placas com células fotovoltaicas para transformação direta da luz solar em energia elétrica", disse Osumi.
O mais surpreendente para os líderes japoneses foi perceber o quanto as novas gerações estão conscientes da questão ambiental, das mudanças climáticas, do aquecimento global e da sustentabilidade em geral. "Foi, para nós, pais e avós, uma aproximação extraordinária das gerações mais jovens. Os garotos não precisavam de muito discurso pare aderir de corpo e alma ao trabalho de reconstrução do Japão."
Conveci-me, de fato, que o Japão é hoje outro país.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Maior parte de área desmatada da Amazônia virou pasto

Imagens de satélites analisadas pelo governo federal mostraram que, dos 719 mil quilômetros quadrados de árvores abatidas na Amazônia até o ano de 2008, pouco mais de 62% são ocupados atualmente por pastagens e outros 20% passam por processo de recuperação natural da vegetação.
A agricultura, sobretudo aquela destinada à produção de grãos, ocupa menos de 5% da área total desmatada - que representava, há três anos, o equivalente a 17,5% da Amazônia.
Os dados constam de estudo feito em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e apresentado ontem no Palácio do Planalto.
Inédito, esse estudo confirma a hipótese de que a pecuária é o grande motor do avanço das motosserras sobre a Amazônia. Seus resultados surpreendem sobretudo pela extensão de terras ocupadas pela pecuária, o que indica a sua baixa produtividade - principalmente nos 110 mil quilômetros quadrados em que as cabeças de gado ocupam áreas de pasto sujo (com grama e outros tipos de vegetação) ou regeneração com pasto.
De acordo com dados oficiais mais recentes, a Amazônia Legal (área um pouco maior que o bioma Amazônia considerado no estudo) reúne 71 milhões de cabeças de gado.
Também foi surpreendente a quantidade de floresta em recuperação detectada pelos satélites. Essa parcela, de 150,8 mil quilômetros quadrados - cerca de cem vezes o tamanho da cidade de São Paulo -, corresponde a 21% do total desmatado. A floresta em estado de regeneração foi apontada pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, como um importante ativo, por funcionar na captura de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.
Já as pastagens degradadas, classificadas como pastagens com solo exposto, somam 594 quilômetros quadrados - ou 0,1% do total abatido. Trata-se de um porcentual menor que o esperado.
Código Florestal. O estudo também deve reforçar os argumentos do governo na negociação da reforma do Código Florestal, ao revelar o destino da maior parcela das áreas desmatadas. O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) defendeu uma moratória ao desmatamento na Amazônia, proposta abandonada durante os debates no Congresso.
Novo responsável
A pecuária pode deixar de ser a responsável pelo desmatamento. Estudo do Greenpeace mostrou que o avanço do desmate em Mato Grosso já ocorre em áreas próximas à produção de grãos.
PARA LEMBRAR
Nova proposta amplia cortes
Uma das principais novidades do relatório do Código Florestal produzido pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC), em relação ao texto aprovado pelos deputados, é a definição de 20 situações em que poderá haver corte de vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APPs) no futuro.
Na versão que passou na Câmara eram vagas as hipóteses de utilidade pública, interesse social e atividades de baixo impacto ambiental em que a intervenção ou corte de vegetação poderia ser autorizada.
Além de obras de infraestrutura destinadas à Copa do Mundo de 2014, poderão justificar o desmatamento de APPs os empreendimentos apontados pelo presidente da República ou governadores.
O novo texto foi apresentado por Luiz Henrique, relator nas próximas três comissões pelas quais a reforma de Código será analisada: Constituição e Justiça, Agricultura e Ciência e Tecnologia. A primeira votação será no dia 14.Fonte: O estadão
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Não seremos nós
“Nós que não conseguimos nem colocar nosso próprio lar planetário em ordem, divididos por rivalidades e ódios, havemos de nos aventurar no espaço afora? Quando estivermos prontos para morar no mais próximo dos sistemas solares, teremos mudado. Não seremos nós que alcançara Alpha Centauri. Será uma espécie muito parecida conosco, porém com mais de nossas forças e menos de nossas fraquezas. Mais confiante, visionária, capaz e prudente”.
~ Carl Sagan
domingo, 7 de agosto de 2011
A história do homem que decidiu se isolar na montanha
por Aline Rebequi
Em pleno século 21, quando o número de aparelhos celulares supera o número de habitantes no Brasil e com o rápido crescimento das redes sociais, é difícil imaginar que alguém ainda sobreviva sem tecnologia.
Em Urubici, no acesso ao Morro da Igreja, um lugar cinematográfico e procurado por turistas especialmente nesta época do ano, há um exemplo inusitado. O solitário da montanha Cleverson Munhoz, 50, há poucos meses sequer tinha energia elétrica em casa.
A moradia de Cleverson parece ter sido reproduzida de uma obra de arte. Rodeada de muito verde em meio à mata, em um dos pontos mais frios do Estado, a casa é iluminada apenas pelas luzes do sol e da lua.
Ele vive sem nenhum aparelho eletrônico, telefone e, até três meses atrás, não tinha energia elétrica. Aceitou ligar depois da insistência dos amigos.
Cleverson também não vai ao comércio, só consome o que planta e colhe em seu terreno. Com a companhia de quatro gatos, que vivem livres na mata, o morador garante não ser contra aos novos tempos e também diz que não está tentando provar nada a ninguém, somente a si mesmo.
“É possível viver bem sem o que a sociedade comum está acostumada. O ser humano se adapta a qualquer situação e hoje sei que podemos viver muito bem, sem quase nada do que imaginamos como necessário”, relata.
Cleverson decidiu mudar radicalmente de vida há 11 anos. Morador de Curitiba, tinha uma vida agitada como comerciante. Certo dia, cansado do trânsito, dos incômodos, do estresse, da insegurança, resolveu causar uma reviravolta na própria vida. Largou tudo e correu para serra catarinense. Procurou por um terreno afastado de tudo, porém, próximo à natureza. Ao encontrar, decidiu construir uma casa simples, mas aconchegante, onde pudesse viver em paz. “Queria provar para mim mesmo que era possível estar longe de tudo e, mesmo assim, viver feliz e saudável, e consegui”, diz.
Solteiro e sem filhos, Cleverson vive sozinho, mas queria dividir sua alegria com quem passa pelo acesso ao Morro da Igreja em busca de belas paisagens. Criou o Vale dos Sonhos, um restaurante com alimentação natural e vegetariana com capacidade para dez pessoas. “As pessoas aparecem por curiosidade e vão repassando a informação. Quero dividir a minha alegria com os demais, mas de forma simples”, conta.
Fonte: NDonline
Condomínio solar produz mais energia do que consome

O que antes era apenas visto em filmes, agora é possível e está ao alcance – por enquanto, apenas para alguns alemães de sorte. Com consciência ecológica na política empresarial e a ajuda de novas tecnologias, a empresa Sonnenschiff criou nada menos que uma “cidade solar” em Freiburg, na Alemanha.
Projetado pelo arquiteto Rolf Disch a Solarsiedlung, como é chamada, enfatiza a produção de energia incorporando uma série de grandes matrizes solares que se assemelham a toldos. As casas são construídas sob um padrão que permite que toda a cidade produza quatro vezes a quantidade de energia que consome. A energia adicional produzida por meio dos painéis solares, é vendida para o setor público e gera lucro para o condomínio.
Cerca de 52 casas compõem o complexo, que também possui jardins panorâmicos, lojas e escritórios ao longo das ruas que se cruzam. O layout do projeto é baseado na direção que o caminho do sol faz e a energia adicional requisitada no inverno, é provida por uma estação de energia movida à biomassa.
Segundo o site Tree Hugger, além dos painéis fotovoltaicos, os telhados têm sistemas de coleta de chuva, que são utilizados para os banheiros, cozinha e irrigação dos jardins. As unidades também utilizam aquecedores à lenha em época de inverno. É possível dizer, que projeto contribui em nível mundial para uma nova concepção relacionada ao uso cotidiano de energia, e o papel fundamental que a sustentabilidade pode ter na vida das pessoas.
Postado originalmente aqui!
