segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Curso de Iniciação a Permacultura em Urubici - SC

(clique na imagem para ampliar)

Curso de Iniciação a Permacultura em Urubici - SC

Data: 26, 27 e 28 de fevereiro de 2010

Local: Portal Água Branca – Urubici/SC
Investimento: 350,00 reais

Facilitador@s: Karoline Fendel, Mariela Soto, Juliana Saldanha.

Investimento: 350,00 Reais

Incluso: Café da manha, Almoço vegetariano, Cafe da tarde.
Material: 1 CD - informativo e educativos.
Para os que necessitam de acomodações – Camping (no local) ou Pousada na Cidade.

Folder em anexo.

Inscrições e informações: portalaguabranca@hotmail.com

Obrigada


Karoline L. Fendel
Bióloga - CRBio 63391-03
Cel: (48)9934 8409 (48)9934 8409
skype: karolfendel

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A hora e a vez da ecologia mental


No dia 2 de fevereiro de 2007 ao ouvir em Paris os resultados acerca do aquecimento global dados a conhecer pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) o então Presidente Jacques Chirac disse:”Como nunca antes, temos que tomar a palavra revolução ao pé da letra. Se não o fizermos o futuro da Terra e da Humanidade é posto em risco”. Outras vozes já antes, como a de Gorbachev e de Claude Levy Strauss pouco antes de morrer. advertiam: “ou mudamos de valores civilizatórios ou a Terra poderá continuar sem nós”.

Esse é o ponto ocultado nos forums mundiais, especialmente o de Copenhague. Se for reconhecido abertamente, ele implica uma autocondenação do tipo de produção e de consumo com sua cultura mundialmente vigente. Não basta que o IPCC diga que, em grande parte, o aquecimento agora irreversível é produzido pelos seres humanos. Essa á uma generalização que esconde os verdadeiros culpados: são aqueles homens e mulheres que formularam, implantaram e globalizaram o modo de produção de bens materiais e os estilos de consumo que implicam depredação da natureza, clamorosa falta de solidariedade entre as atuais e as futuras gerações.

Pouco adianta gastar tempo e palavras para encontrar soluções técnicas e políticas para a diminuição dos níveis de gases de efeito estufa se mantivermos este tipo de civilização. É como se uma voz dissesse: “pare de fumar, caso contrário vai morrer”; e outra dissesse o contrario: “continue fumando, pois ajuda a produção que ajuda criar empregos que ajudam garantir os salários que ajudam o consumo que ajuda aumentar o PIB”. E assim alegremente, como nos tempos do velho Noé, vamos ao encontro de um dilúvio pré-anunciado.

Não somos tão obtusos a ponto de dizer que não precisamos de política e de técnica. Precisamos muito delas. Mas é ilusório pensar que nelas está a solução. Elas devem ser incorporadas dentro de um outro paradigma de civilização que não reproduza as perversidades atuais. Por isso, não basta uma ecologia ambiental que vê o problema no ambiente e na Terra. Terra e ambiente não são o problema. Nós é que somos o problema, o verdadeiro Satã da Terra quando deveríamos ser seu Anjo da Guarda. Então: importa fazer, consoante Chirac, uma revolução. Mas como fazer uma revolução sem revolucionários?

Estes precisam ser suscitados. E que falta nos faz um Paulo Freire ecológico! Ele sabiamente dizia algo que se aplica ao nosso caso:”Não é a educação que vai mudar o mundo. A educação vai mudar as pessoas que vão mudar o mundo”. Precisamos destas pessoas revolucionárias, caso contrario, preparemo-nos para o pior, porque o sistema imperante é totalmente alienado, estupificado, arrogante e cego diante de seus próprios defeitos. Ele é a treva e não a luz do túnel em que nos metemos.

É neste contexto que invocamos uma das quatro tendências da ecologia (ambiental, social, mental, integral): a ecologia mental. Ela trabalha com aquilo que perpassa a nossa mente e o nosso coração. Qual é a visão de mundo que temos? Que valores dão rumo à nossa vida? Cultivamos uma dimensão espiritual? Como nos devemos relacionar com os outros e com a natureza? Que fazemos para conservar a vitalidade e a integridade de nossa Casa Comum, a Mãe Terra?

Não dá em poucas linhas traçar o desenho principal da ecologia mental, coisa que fizemos um inúmeras obras e vídeos. O primeiro passo é assumir o legado dos astronautas que viram a Terra de fora da Terra e se deram conta de que Terra e Humanidade foram uma entidade única e inseparável e que ela é parcela de um todo cósmico. O segundo, é saber que somos Terra que sente, pensa e ama, por isso homo (homem e mulher) vem de húmus (terra fecunda). O terceiro que nossa missão no conjunto dos seres é de sermos os guardiães e os responsáveis pelo destino feliz ou trágico desta Terra, feita nossa Casa Comum. O quarto é que junto com o capital natural que garante nossa bem estar material, deve vir o capital espiritual que assegura aqueles valores sem os quais não vivemos humanamente, como a boa-vontade, a cooperação, a compaixão, a tolerância, a justa medida, a contenção do desejo, o cuidado essencial e o amor.

Estes são alguns dos eixos que sustentam um novo ensaio civilizatório, amigo da vida, da natureza e da Terra. Ou aprendemos estas coisas pelo convencimento ou pelo padecimento. Este é o caminho que a história nos ensina.

*Leonardo Boff é Teólogo, autor do DVD “As quatro ecologias”, Editora CDDH, de Petrópolis, 2009.

(Envolverde)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ainda falta muita consciência




Golfinho morto e muito lixo antes da virada do ano em Niterói

Na praia de Boa Viagem, em Niterói, entre tantas pessoas jogando flores para Iemanjá, havia um golfinho morto na areia.

Como já nos acostumamos a ver lixo na praia depois de dias de chuvas, nem sequer nos espantamos. Se você concordou com a afirmação acima, não vai achar estranho saber que ao lado do golfinho morto, havia um monitor de computador de 15 polegadas. Poucos metros adiante, um ventilador, um capacete, duas tampas de privada e uma ratazana. Isso tudo no meio de centenas de sacos plásticos e garrafas de vidro.

Não sei se você sabia que há golfinhos nadando pela Baía de Guanabara. O que sei é que as imagens do post não combinam muito com as que vejo na televisão. Não posso partir de uma foto para analisar políticas ambientais. Não posso, não vou, nem é correto e nem me compete. A minha parte no latifúndio, como fotógrafo, é registrar o que vejo.

Cheguei à praia com um casal de amigos. Emiliano e Ana, por coincidência, são biólogos e tomaram as providências necessárias. Eu, além das fotos que você vê aqui, fiz alguns registros. Espero que sirvam para alguma coisa, já que as fotos do post, no primeiro dia do ano, e no meio de tanta desgraça, não valem nada.

Retirado daqui!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

TRANQUILIZANDO OS ANIMAIS NAS FESTAS DE FIM DE ANO


Por Virgínia Bagés, Argentina

Propus-me a conscientizar o maior número possível de pessoas sobre os danos que causamos aos animais ao usar pirotecnia, para que nas festas deste ano eles não sofram. Nas festas do ano passado tive que ver as consequências da infeliz pirotecnia: cachorros perdidos, atropelados, aturdidos e agonizando longe de seus guardiães - que nunca mais encontrarão - .Somente na província de Neuquen contei mais de 100.

Quando praticas a pirotecnia, teu cachorro, gato, cavalo sente: palpitações, taquicardia, salivação, tremores, sensação de insuficiência respiratória, falta de ar, náuseas, atordoamento, sensação de irrealidade, perda de controle, medo de morrer.

Essas alterações provocam na conduta do animal tentativas descontroladas de escapar, incentivada pelo estado de pânico, podendo durar vários minutos e em casos severos podem variar de 1 a várias horas, dependendo do tempo que dure o estímulo (barulho provocado por fogos nas festas de final de ano).

Para minimizar este sofrimento, indicamos abaixo a receita de florais da terapeuta Martha Follain:

Florais de Bach

ATENÇÃO: Quando for mandar manipular a fórmula Floral, lembre de avisar que a mesma não poderá conter CONSERVANTES, portanto, O ÁLCOOL, A GLICERINA E O VINAGRE DE MAÇÃ estarão FORA! Nesta fórmula, somente poderá entrar ÁGUA MINERAL, e, embora, nas farmácias de manipulação costumem dizer que esta fórmula só dura dois dias, NA GELADEIRA, ela durará QUINZE DIAS, com certeza! Mande fazer, em qualquer farmácia de manipulação (aquela que avia receitas):

RESCUE + CHERRY PLUM + ROCK ROSE + MIMULUS + VERVAIN + SWEET CHESTNUT

DOSAGEM

* Para aves pequenas: 2 gotas da fórmula, 4 vezes ao dia, pode ser colocada no bebedouro;
* Para aves médias: 4 gotas da fórmula, 4 vezes ao dia, pode ser colocada no bebedouro;
* Para cães de pequeno e médio porte e gatos: 4 gotas da fórmula, 4 vezes ao dia, diretamente na boquinha;
* Para cães de grande porte e gigantes: 6 gotas, 4 vezes ao dia, diretamente na boquinha de seu amigão;
* Para cavalos ou animais de grande porte: 10 gotas, 4 vezes ao dia, para cada litro.

Para se ter absoluto sucesso no tratamento, é interessante que se tenha continuidade no mesmo, não esquecendo de ministrar as gotinhas regularmente. Aconselha-se a começar o tratamento, pelo menos, 5 dias antes do natal e estendê-lo até o dia 3 de janeiro, já que algumas pessoas insistem em prolongar a barulheira!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A ecologia no Budismo


Esta é a prática de enxergar profundamente, de tocar a realidade, e de viver totalmente consciente. Você enxerga e toca todas as coisas como uma experiência e não como uma noção. A noção do homem ser mais importante que outras espécies é uma noção errada. Buda nos ensinou a ser cuidadosos com o nosso meio-ambiente. Ele sabia que, cuidando das árvores, estamos cuidando dos homens. Precisamos viver nosso dia-a-dia com esse tipo de consciência. Isto não é filosofia. Precisamos desesperadamente de total consciência para que nossos filhos e netos estejam a salvo. A idéia de que o homem pode fazer qualquer coisa que queira às custas dos elementos não-homem é uma noção ignorante.

Respire com profunda consciência de que você é um ser humano. Então expire e toque a Terra, um elemento não-homem, como se ela fosse a sua mãe. Visualize as correntes de água sob a superfície da Terra. Veja os minerais. Veja nossa Mãe Terra, a mãe de todos nós. Então levante seus braços e inspire novamente, tocando as árvores, flores, frutas, pássaros, esquilos, ar e céu – os elementos não-homem. Quando sua cabeça está tocando o ar, o sol, a lua, as galáxias, o cosmo – elementos não-homem que vêm juntos para tornar possível o homem – você vê que todos os elementos estão vindo para você a fim de tornar possível o seu ser.

Thich Nhat Hahn, Cultivando a Mente de Amor, tradução de Odete Lara, Editora Palas Athena, São Paulo, 2000

Postado em Para Ser Zen

sábado, 19 de dezembro de 2009

Copenhague, um escândalo histórico


Não se deixe enganar pelas aparências se todos os discursos políticos dos 193 chefes de Estado e de governo ressaltarem os avanços da a 15a Conferência do Clima (COP-15) das Nações Unidas. As declarações visam a tornar menos evidente para a opinião pública mundial que a maior reunião diplomática da história, realizada durante os últimos 12 dias, em Copenhague, é também o maior fracasso da história das negociações contemporâneas sobre a questão climática.

Aliás, é mais do que isso: é um escândalo.

Pasme: o texto “aprovado” por Estados Unidos, China, Brasil e Índia ainda não existe. Negociadores estão neste momento, 0h34min em Copenhague – 21h34min em Brasília – tentando encontrar mínimos consensos para justificar em um documento o que “líderes” acordaram sem ler.

A própria sobrevivência do Protocolo de Kyoto – o único mecanismo minimamente eficaz de política climática já elaborado – e de seu irmão natimorto, o documento que vinha sendo produzido há dois anos no grupo de trabalho LCA, está ameaçada nesta noite assustadora, em Copenhague.

A COP-15, cujos procedimentos formais prosseguem no Bella Center, terá como resultado um texto sem força de lei, com metas enfraquecidas de redução das emissões de CO2, sem instrumentos de financiamento, sem meios de verificação das ações ambientais nos países emergentes. A lista de falhas poderia se estender por várias páginas, e cada um de seus parágrafos deixaria claro que são vãos os esforços que presidentes como Barack Obama, dos Estados Unidos, e Nicolas Sarkozy, da França, estão fazendo para explicar o inexplicável.

A conferência de Copenhague, desenhada há dois anos, na COP-13, em Bali, na Indonésia, deveria marcar o apogeu da maturidade dos líderes políticos mundiais, convencidos pela gravidade da ameaça do aquecimento global – cada dia mais comprovada pela comunidade científica. O resultado, entretanto, é o inverso: prova que a economia, a geopolítica, as rivalidades nacionais ou a simples desconfiança mútua – originada na Guerra Fria, no caso da clara oposição entre Estados Unidos e China –, ainda são preponderantes.

Não bastasse, a dimensão do impasse nas negociações da COP-15 e o discurso de Obama a jornalistas norte-americanos – aliás, por que o presidente dos Estados Unidos não pode atender à imprensa estrangeira? – revelam mais: um dos pilares da Convenção do Clima, assinada no Rio de Janeiro, em 1992, está em xeque. O princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada, pelo qual países industrializados admitiam sua culpa histórica pela poluição que jogaram na atmosfera, não será mais a regra básica do jogo em uma próxima COP.

Se houver uma próxima COP.

Fonte

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Confrontos em Copenhague


Leonardo Boff escreve sobre os confrontos em Copenhague

Em Copenhague nas discussões sobre as taxas de redução dos gases produtores de mudanças climáticas, duas visões de mundo se confrontam: a da maioria dos que estão fora da Assembléia, vindo de todas as partes do mundo e a dos poucos que estão dentro dela, representando os 192 estados. Estas visões diferentes são prenhes de conseqüências, significando, no seu termo, a garantia ou a destruição de um futuro comum.

Os que estão dentro, fundamentalmente, reafirmam o sistema atual de produção e de consumo mesmo sabendo que implica sacrificação da natureza e criação de desigualdades sociais. Crêem que com algumas regulações e controles a máquina pode continuar produzindo crescimento material e ganhos como ocorria antes da crise.

Mas importa denunciar que exatamente este sistema se constitui no principal causador do aquecimento global emitindo 40 bilhões de toneladas anuais de gases poluentes. Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades, vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na contabilidade geral dos estados e das empresas. Finalmente o que conta mesmo é o lucro e um PIB positivo.

Ocorre que estas externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e expondo em grave risco o futuro da espécie humana.

Não passa pela cabeça dos representantes dos povos que a alternativa é a troca de modo de produção que implica uma relação de sinergia com a natureza. Reduzir apenas as emissões de carbono mas mantendo a mesma vontade de pilhagem dos recursos é como se colocássemos um pé no pescoço de alguém e lhe dissésemos: quero sua liberdade mas à condição de continuar com o meu pé em seu pescoço.

Precisamos impugnar a filosofia subjacente a esta cosmovisão. Ela desconhece os limites da Terra, afirma que o ser humano é essencialmente egoista e que por isso não pode ser mudado e que pode dispor da natureza como quiser, que a competição é natural e que pela seleção natural os fracos são engolidos pelos mais fortes e que o mercado é o regulador de toda a vida econômica e social.

Em contraposição reafirmamos que o ser humano é essencialmente cooperativo porque é um ser social. Mas faz-se egoísta quando rompe com sua própria essência. Dando centralidade ao egoísmo, como o faz o sistema do capital, torna impossível uma sociedade de rosto humano. Um fato recente o mostra: em 50 anos os pobres receberam de ajuda dois trilhões de dólares enquanto os bancos em um ano receberam 18 trilhões. Não é a competição que constitui a dinâmica central do universo e da vida mas a cooperação de todos com todos. Depois que se descobriram os genes, as bactérias e os vírus, como principais fatores da evolução, não se pode mais sustentar a seleção natural como se fazia antes. Esta serviu de base para o darwinismo social. O mercado entregue à sua lógica interna, opõe todos contra todos e assim dilacera o tecido social. Postulamos uma sociedade com mercado mas não de mercado.

A outra visão dos representantes da sociedade civil mundial sustenta: a situação da Terra e da humanidade é tão grave que somente o princípio de cooperação e uma nova relação de sinergia e de respeito para com a natureza nos poderão salvar. Sem isso vamos para o abismo que cavamos.

Essa cooperação não é uma virtude qualquer. É aquela que outrora nos permitiu deixar para trás o mundo animal e inaugurar o mundo humano. Somos essencialmente seres cooperativos e solidários sem o que nos entredevoramos. Por isso a economia deve dar lugar à ecologia. Ou fazemos esta virada ou Gaia poderá continuar sem nós.

A forma mais imediata de nos salvar é voltar à ética do cuidado, buscando o trabalho sem exploração, a produção sem contaminação, a competência sem arrogância e a solidariedade a partir dos mais fracos. Este é o grande salto que se impõe neste momento. A partir dele Terra e Humanidade podem entrar num acordo que salvará a ambos.

*Leonardo Boff é teólogo.

(IHU On-line)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Florianópolis: um Natal sem árvore? E sem Circo?


artigo de Ana Echevenguá

Criancinhas que acreditam em Papai Noel, não se apavorem ao lerem nos jornais da cidade:

“Agora a programação de Natal está nas mãos da Justiça”,

“Sou obrigado a cumprir a decisão da Justiça. Nós vamos fazer de tudo para manter a programação de Natal, mas toda a festa está ameaçada”

Como se isso fosse parte de roteiro de filme de terror! E a Justiça fosse o vilão da história!

Tomara que tenham avisado o Andrea Bocelli, um das atrações previstas, ou teremos problemas de ordem internacional!!

Estas frases são do Secretário de Turismo de Florianópolis. Segundo ele, o festerê de Natal (do jeito que eles queriam) deu zebra porque a Justiça suspendeu o contrato de R$ 3,7 milhões que ia nos conceder um Natal tecnologicamente diferenciado. Com uma mega-árvore cheia de luzinhas coloridas e com “uma inteligência tecnológica que só esta tem” 2. A gente pode mandar textos e imagens pra ela e ela exibe isso pra todo mundo…

E, agora, por causa da Justiça, as criancinhas da Ilha da Magia podem ser privadas disso!

Por favor, não chorem pelos Manezinhos: este Circo todo foi suspenso porque iríamos pagar R$ 3,7 milhões (só pelo Circo, não pela vinda do tenor italiano) para uma tal de PalcoSul Eventos Ltda. que foi contratada para amarrar os contratos entre a Prefeitura e as empresas (Feelings, a On e a Beyondcomm) que deixariam o Circo funcionando3.

Esta negociata não teve licitação devido àquela folga da lei que permite contratar empresas com notória especialização na execução do serviço exigido pelo órgão público. Ah! Palmas às brechas da Lei!!

Um juiz ‘porreta’ suspendeu tudo; até os pagamentos pendentes. E mandou pegar de volta o dinheiro já entregue à empresa. A sua justificativa para a medida é clara4: “a documentação anexada aos autos deixa claro que a prefeitura terá que pagar R$ 3,7 milhões, mas as subcontratações somam R$ 1.696.700,00. Ficaria, assim, caracterizado um valor a descoberto de mais de R$ 2 milhões”. Para ele, “isso é o que basta, para formar-se o convencimento que o dinheiro público, que é todo do florianopolitano ou daqueles que recolhem os tributos aqui, deva ser resguardado”.

Sabem como a Prefeitura ia pagar esse Circo??? O Ministério Público afirma que ela criou um fundo de R$ 13 milhões; e o deu pra Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esportes. Este dinheiro veio da anulação as dotações orçamentárias das obras de drenagem e pavimentação asfáltica de ruas e servidões.

Ou seja: aluga a árvore, monta o Circo, tira foto… e deixa as ruas como estão: com buracos, crateras, …

Mas, infelizmente, tudo isso pode ser revertido! O que o juiz decidiu, baseado em investigações do Ministério Público, pode ser alterado no Tribunal de Justiça. Coisa tão corriqueira que até aparece nos noticiários da tv…

Se isso acontecer, todo mundo vai participar do tecnológico Circo na Beira-MarMorto Norte, aspirando o cheiro de esgoto vindo das águas… vai poder interagir com a árvore de Natal colorida, mandando mensagens pro Papai Noel…

E, assim, a Prefeitura, a Secretaria de Turismo, as empresas envolvidas na negociata continuarão acreditando e defendendo a tese de que Papai Noel existe. E que precisa ser regiamente comemorado!

EcoDebate

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Campanha TicTacTicTac - Beds Are Burning



Para chamar a atenção da população mundial sobre a urgência do tema, mais de 60 artistas aceitaram o convite da campanha TicTacTicTac e cantaram em nome da justiça climática. Duran Duran, Jamie Cullum, Milla Jovovich, Fergie e Lily Allen são apenas algumas das estrelas envolvidas.

Participe - www.tictactictac.org.br
www.twitter.com/tictacbr