domingo, 10 de maio de 2009

Nutrição


Segundo a ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá em seu posicionamento sobre dietas vegetarianas de 2003 encontramos o seguinte parecer:

“Os profissionais da nutrição têm a responsabilidade de apoiar e encorajar os que demonstram interesse pelo consumo de uma dieta vegetariana.”

Textos da ADA de 1997 já afirmavam que a dieta vegetariana pode ser utilizada em todas as etapas da vida (incluindo a gestação e a infância). Cerca de 8 anos após ainda ouvimos absurdos sobre a dieta vegetariana. E o que é pior: por profissionais ligados à área de nutrição.


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Curso de Sushi Vegetariano em Florianópolis


Curso ministrado pela sushiwoman Bia San no Daissen Restaurante Vegetariano, anexo a Comunidade Zen Budista de Florianópolis, ensina a incluir a especialidade da culinária japonesa no cardápio.



Nada de salmão, atum, polvo ou camarão. A proposta agora é apostar no sabor delicado de legumes e verduras ao dente, cogumelos, frutas e outras guloseimas. O sushi vegetariano, opção para quem não quer abrir mão do sabor exótico do sushi, é assunto do curso ministrado no domingo (17.05) no Daissen Restaurante Vegetariano com o apoio da Comunidade Zen Budista de Florianópolis.

Sushiwoman há oito anos, Bia San indica o sushi como uma opção leve, com poucas calorias e fonte de experimentações diversas. “Gosto de trabalhar com ingredientes que, em outros pratos, são secundários. No sushi, no entanto, ganham vida e se tornam estrelas, garantindo todo o sabor”, aponta e sugere as inusitadas combinações de sashimi de abóbora flambada com saquê e gengibre ou Nigiri de Hiratake Salmão.

A criatividade para combinar ingredientes distintos e a sensibilidade para equilibrar sabores delicados é o segredo do sushi vegetariano. Parece complicado, mas Bia San discorda. “Basta prezar pela harmonia entre os ingredientes. Além disso, o arroz permite criações diversas – seu sabor é delicado e valoriza o elemento principal escolhido”, analisa.

Harmonia e equilíbrio parecem ser as palavras chaves até mesmo do curso, que acontece no Restaurante Vegetariano Daissen - localizado no andar de baixo da Comunidade Zen Budista de Florianópolis. Praticante do zen budismo, Bia San estudou a culinária Zen Budista e vai utilizar os preceitos no curso.

Para Bia, o maior objetivo do Curso de Sushi Vegetariano é demonstrar que o sushi pode ser incluído no cardápio cotidiano. “Todos os ingredientes são fáceis de encontrar e já o conhecemos bem. São os pequenos detalhes que garantem um visual interessante – a estética é fundamental – e um sabor diferente. É só experimentar!” garante.

Breve história do sushi

O sushi nasceu de uma antiga técnica japonesa para conservar peixes. Para transportar o pescado entre as regiões, acondicionavam os filés salgados entre camadas de arroz cozido. Os japoneses sabiam que o arroz liberava o ácido acético e láctico que garantiria a qualidade por mais tempo. Assim o peixe fermentava naturalmente, adquirindo um sabor ácido. A técnica também era usada pelos pescadores em alto mar, criando-se assim o sushi prensado.

Por volta do século XIV, os japoneses passam a consumir não só o peixe como também o arroz, antes que este fermentasse. Surge assim o namanarizushi, que originou os tipos de sushi conhecidos na atualidade.

QUANDO: Domingo, 17 de maio, a partir das 14h às 16h

ONDE: Daissen Restaurante Vegetariano, Praça Getúlio Vargas, 126, Centro

INVESTIMENTO: R$ 120,00 com desconto de 15% para clientes do Daissen

INFORMAÇÕES:

Daissen: 3225 8896

Bia San: 3206 7486 | 8416 7486

Assessoria de Imprensa: Patricia Ramos

sábado, 9 de maio de 2009

Vitamina B12 na alimentação


*A maioria dos casos de deficiência de vitamina B12 não ocorre entre a população vegetariana, mas na população em geral. Um sintoma de deficiência é um tipo de anemia, a megaloblástica, na qual os glóbulos vermelhos não maturam corretamente. Os sintomas de deficiência são fraqueza e fadiga, dificuldade de equilíbrio ao caminhar e dormência nos dedos dos pés e das mãos.*

A vitamina B12, também conhecida como Cianocobalamina, ajuda na formação do sangue e no desenvolvimento dos glóbulos vermelhos. Ajuda também no funcionamento do sistema nervoso e trabalha na conversão de gorduras, proteínas e carboidratos, em energia. Esta vitamina, essencial na nutrição, desempenha um papel muito importante na concentração, no equilíbrio e na memória.

Precisamos de vitamina B12 apenas em quantidades mínimas, pois ela é retida no corpo de forma muito eficaz. A dose diária recomendada (DDR) para adultos é de 2.4 µg, para as grávidas 2,6 µg e para bebês de 0,5 µg. Como esta vitamina desempenha um papel importante na divisão celular, é particularmente necessária em fases de crescimento, como sejam a gravidez e lactação, nos bebês e crianças.

As suas funções no organismo são diversas: intervém na produção de DNA e RNA, na divisão celular, na formação de hemácias (glóbulos vermelhos), no metabolismo de nutrientes calóricos e do ferro e na atividade do cérebro e da espinal medula, ajudando a manter as camadas protetoras das fibras nervosas. No caso de deficiência de B12 a produção de DNA é interrompida, e podem surgir células anormais denominadas megaloblastos, resultando em anemia. A B12 desempenha um papel fundamental no metabolismo dos ácidos gordos essenciais para a manutenção da mielina (camada lipoprotéica que reveste os nervos). A deficiência prolongada desta vitamina pode causar degeneração nos nervos e ainda irreversíveis danos neurológicos.

Um adulto contém em média 5000 - 10000 mg de B12 distribuídas entre o fígado e o sistema nervoso. Através de um mecanismo de reabsorção/reciclagem, o fígado é capaz de armazenar uma quantidade suficiente para muitos anos, de onde se conclui não ser essencial a sua ingestão diária, mas sim periódica.

Esta vitamina talvez seja um dos assuntos mais polêmicos da dieta vegana. Alguns estudiosos aceitam que, apesar da B12 já ter sido um dia abundante em vegetais, hoje em dia praticamente apenas se encontra nos produtos animais. Na realidade ela é exclusivamente sintetizada por bactérias, nem animais de grandes dimensões nem seres vegetais a sintetizam. Mas as plantas podem contê-la, desde que estejam em contato com bactérias que a produzem, presentes no solo. Produtos animais são ricos em B12 apenas porque os animais ingerem alimentos contaminados com essas bactérias, ou as têm residentes nos intestinos.

A quantidade de B12 excretada pela bilis pode variar de 1 a 10 microgramas por dia. Portanto, mesmo pessoas que tenham dietas pobres nessa vitamina, por vezes, podem levar até 20 anos para desenvolverem uma deficiência. Por outro lado, se há alteração nos mecanismos da sua absorção, no máximo em três anos instala-se a deficiência. Adultos veganos são capazes de reduzir a excreção biliar de B12 a valores como 1 µg/dia e reabsorver quase toda a quantidade, prolongando a deficiência dessa vitamina por até 20-30 anos.

A absorção de B12 requer a secreção, pelas células estomacais, de uma glicoproteína, conhecida como fator intrínseco, juntamente com o ácido fólico (substância encontrada em todas as verduras escuras, hortaliças em geral, oleaginosas, nos cereais integrais e algumas frutas, em proporções nunca vistas na carne). O complexo B12 - fator intrínseco é então absorvido no íleo (uma das porções do intestino delgado), na presença de cálcio. Algumas pessoas têm dificuldade em sintetizar o fator intrínseco, o que conduz à anemia.

Há evidências de que uma bactéria no intestino delgado é capaz de sintetizar quantidades consideráveis de B12 biologicamente ativas. Desde que essa bactéria esteja presente nas porções iniciais ou intermediárias do intestino delgado, e desde que o fator intrínseco esteja sendo produzido no estômago, é possível haver absorção em quantidade suficiente da vitamina em indivíduos sadios. A maior parte dos estudos, porém, parecem encontrar a bactéria que sintetiza B12 a habitar a porção final do intestino, após o íleo, que é onde ela seria absorvida. Acresce ainda que essa bactéria é muito sensível e vários fatores podem levar à sua destruição.

A deficiência de vitamina B12 não parece ser mais frequente entre veganos do que no resto da população. Alguns estudos mostram níveis satisfatórios de B12, mesmo em vegans que tomam suplementos há mais de dez anos. A maior parte dos casos de deficiência de B12 (cerca de 95%) deve-se não à baixa ingestão da vitamina, mas às deficiências na sua assimilação. Muitos casos ocorrem, não por falta de vitamina na dieta, mas devido à má absorção da mesma, que precisa da presença de três substâncias: ácido gástrico, enzimas digestivas e um fator intrínseco.

Algumas experiências demonstraram haver fatores que podem levar à carênciade B12, como, por exemplo:

Consumo em excesso de carne, produtos animais e carboidratos refinados podem duplicar as necessidades de B12.

Uso de açúcar, drogas, álcool, cafeína, laxantes, tabaco e produtos químicos podem destruir ou remover a B12, ou as bactérias que a produzem.

Quantidades maiores que 500 mg de vitamina C podem destruir de 50 a 95% da B12 na comida.

A albumina e a gema de ovo podem reduzir a absorção.

Metais pesados, ou falta de cálcio na comida, reduzem o aproveitamento nutricional de B12.

A lavagem , cozimento e exposição à luz dos alimentos contendo B12 podem alterar a quantidade e/ou qualidade dessa vitamina.

Referências: www.guiavegano.com/nutricao/b12/indice.html

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mata Atlântica está sendo devastada em Santa Catarina


(Araucária abatida, escondida na vegetação)

A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) acaba de enviar ás autoridades competentes uma grave denúncia de desmatamento criminoso de vegetação nativa da Mata Atlântica no município de Santa Terezinha (SC), na área denominada “Fazenda Parolin”. Os desmatamentos estão ocorrendo na área proposta para a criação do Refúgio de Vida Silvestre do Rio da Prata.

A Apremavi enviou ofício ao Presidente da República e Ministério do Meio Ambiente, com cópia para a Casa Civil, Ministério Público Federal e aos Presidentes do IBAMA e ICMBio.

A floresta está sendo devastada numa velocidade chocante. Cerca de 10 caminhões de toras da área Parolim saem por noite.

Veja a matéria completa clicando aqui!

Família americana tenta viver de modo sustentável na Califórnia



O vídeo do "New York Times", mostra a vida "verde" da família Dervaes, em Pasadena, na Califórnia.

Eles montaram uma "chácara urbana". Plantam o que comem, criam os animais e produzem a maior parte da energia que consomem.

A casa tem uma área total de 800 m2 e fica em um bairro comum.

"É uma cruzada pela sustentabilidade, que nós levamos ao extremo. Fomos além da reciclagem, da troca de lâmpadas, da conservação. Mudamos o nosso estilo de vida", diz o dono.

Eles vendem cerca de 1.300 kg de frutas e legumes por ano para restaurantes locais e arrecadam 25 mil dólares com isso.
Vídeo do 'NY Times' mostra a casa dos Dervaes, em Pasadena, na Califórnia.
Eles plantam o que comem, produzem a própria energia e usam liquidificador manual.

Transformam óleo vegetal em biodiesel e produzem energia com painéis solares. (Fonte: G1)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

QUERO VER VERDEJAR



Este vídeo é um livro. A história em quadrinhos inspirada no respeito, no amor, nos direitos humanos e na educação para com o meio ambiente.

Produção: Flávia Muniz.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Caminho Histórico em Perigo: Ratones / Costa da Lagoa (Florianópolis, SC)


Caros irmãos, é com um sopro no coração que creditamos aos últimos suspiros, a Com-Ciência, em salvar do bueiro este santuário que agoniza em meio ao shopping político econômico da ilha, onde a sociedade miserável e iludida aceita as poucas esmolas do cotidiano como única razão.( A trilha ecológica tombada, e ainda sem placa sinalizadora) Caminho Ratones/ Costa da Lagoa, além de ter sido tombado em 2 de janeiro 2002, representa hoje um dos caminhos públicos para a prática de ecoturismo e de educação ambiental mais utilizados da ilha, sendo o percurso mais curto entre as duas maiores bacias hidrográficas e econômicas da ilha , a do Rio Ratones um dos maiores pólos turísticos do MERCOSUL, e da Lagoa da Conceição a maior concentração jovem universitária e ambientalista.
Estas duas regiões com o turismo mais desenvolvido da capital são unidas por uma frágil e encantada floresta que une os sertões da ainda rural vila do Canto do Moreira ao centro da bucólica e porção mais doce da Lagoa , a vila da Costa.O seu valor histórico transcende épocas imemoriáveis por se constituir a comunhão natural mais sutil e mágica entre os sertões do maior rio e as porções doces da maior Lagoa. Todo este conto de fadas esta prestes a sucumbir em audiência decisiva que julga o mérito de sua transformação em estrada no dia 18 de maio,e o que é pior, a reversão de um bem público tombado .
Como poucos cidadãos podem arrancar o direito de toda sociedade presente e futura em usufruir de um bem ambiental tombado para ser ecologicamente equilibrado e cuidado sendo um bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida? Felizes aqueles que constroem a Paz com Justiça , e a Justiça com Amor...JC Grande mãe natureza ajude-nos a dar o melhor de nos à vida, e deixar a terra um pouco mais bela por termos vivido nela.Apenas rogo que compartilhem com todos que conhecem a trilha e aos que um dia possam perceber seu encanto, que divulguem , espalhem em suas listas, falem a todos, para que não passemos um dia por ignorantes e inanimados diante de nossos sonhos e filhos, e sustentemos nossos paraísos aqui na vida real. Façamos alguma coisa!!!!!

ACP 023 063 829 24-2 (número do processo no Ministério Público)

Assine o abaixo-assinado online clicando aqui!

ÇaraKura
Florianópolis - SC

QUAL A PRINCIPAL É CAUSA DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA?

Carlos Nobre, climatologista do Inpe, e Luís Piva, do Centro Estadual de Mudanças Climáticas do Amazonas, explicam quais são as principais causas do desmatamento e do uso irregular da terra na Amazônia, e porque as queimadas de florestas são as grandes emissoras de carbono no Brasil.



“O grande vetor de desmatamento da Amazônia é a PECUÁRIA. Hoje os mais de 700.000 quilômetros quadrados desmatados de florestas, cerca de 80% tornaram-se pastagem para pecuária. Portanto a PRODUÇÃO DE CARNE (e de leite em menor medida) é a PRINCIPAL CAUSA DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA”. Carlos Nobre, climatologista do Inpe.

domingo, 3 de maio de 2009

O consumo de carne e o aquecimento global

CONSUMIR PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL CONTRIBUI PARA O AQUECIMENTO GLOBAL



A União Vegetariana da América do Norte (VUNA), a União Vegetariana Latino-americana (UVLA) e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) desafiam Al Gore e os ativistas contra o aquecimento global a reconhecer uma verdade bem inconveniente.

As organizações vegetarianas, rede de grupos vegetarianos independentes, desafiam os ambientalistas e ativistas contra o aquecimento global a admitir que comer carne é uma das principais causas do aquecimento global. Ao se alimentar de uma categoria mais básica da cadeia alimentar a humanidade pode dar um passo enorme e essencial para reduzir o aquecimento global.

"Al Gore e os ativistas a favor do clima deixam sempre de admitir uma das verdades mais inconvenientes de nossos tempos: a pecuária e o consumo de produtos de origem animal em escala global talvez seja hoje a maior causa (antropogênica) do aquecimento global", diz Saurabh Dalal, presidente da VUNA. "Se tivessem de escolher entre salvar o planeta e consumir produtos de origem animal, muitas pessoas supostamente bem informadas continuariam a devorar as suas asas de frango e seus hambúrgueres."

"Além do impacto causado sobre a atmosfera, criar gado é uma forma muito ineficiente de utilização dos recursos, sendo uma das principais responsáveis pela derrubada das florestas, como ocorre hoje na Amazônia. Grande parte das terras do mundo é destinada a pastagens. A indústria da carne é uma das principais consumidoras e contaminadoras da água doce do Planeta, um recurso cada vez mais escasso. Os dejetos produzidos pelos animais criados em sistema de confinamento causam graves problemas ambientais. Para alimentar todos estes animais criados artificialmente são necessários – além de espaço, enorme quantidade de grãos e cereais que poderiam ser dados diretamente para os seres humanos. Num mundo onde a fome é uma realidade, o comer carne torna-se eticamente inaceitável", afirma Marly Winckler, presidente da SVB e coordenadora para a América Latina e o Caribe da União Vegetariana Internacional (IVU). O relatório de 2006 da Organização de Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) chamado A grande sombra da pecuária - Livestock's Long Shadow, em www.fao.org/newsroom/en/news/2006/1000448 - concluiu que a pecuária global contribui com mais gases que causam o efeito estufa do que todas as formas de transporte: assustadores 18% da emissão total (em equivalentes de CO 2).

A produção de carne e outros produtos de origem animal para alimentação contribuem significativamente com a emissão dos principais gases que vêm causando o aquecimento global, respectivamente 9%, 37% e 65% da emissão total mundial de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Além disso, o potencial de aquecimento global e os efeitos desses gases são mais marcantes, dado que o metano e o óxido nitroso são 23 e 296 vezes mais prejudiciais que o dióxido de carbono. Um estudo da Universidade de Chicago verificou que a dieta americana média, incluindo todas as etapas do processamento dos alimentos, produz anualmente 1,5 toneladas de equivalentes de CO 2 a mais do que a dieta sem carne.

Mas os meios de comunicação, as autoridades e até mesmo a maioria dos ambientalistas deixam de explicar ao público essa verdade inconveniente, de acordo com Richard Schwartz, conselheiro da VUNA e presidente da associação Judeus Vegetarianos da América do Norte. "A dieta baseada em produtos animais ameaça o nosso planeta", diz Schwartz. "Todas as refeições, assim como as viagens, são decisões que influenciam o clima. Os que têm condições de educar o público deveriam ajudá-lo a entender que, na verdade, a opção alimentar é mais importante do que a escolha do automóvel". Por essas e outras razões (veja a seção seguinte), a VUNA, a UVLA e a SVB convocam Al Gore e a comunidade ambientalista a transferir a carne do prato para o centro do programa de luta contra a mudança do clima. "Vamos pressionar também governos, empresas, instituições religiosas e educacionais e outros grupos para que promovam ativamente a dieta baseada em fontes vegetais e seus enormes benefícios, além de apoiar a todos com informações sobre escolhas pró-ambientais", disse Dalal.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Hoje há no mundo mais de 50 bilhões de animais de criação destinados todo ano ao abate. Além do grande impacto para o aquecimento global, isso contribui de forma significativa para a destruição das florestas tropicais e outros habitats importantes, a extinção rápida de espécies, o desgaste e a erosão do solo e outras ameaças ambientais. Devido ao seu grau elevado de ineficiência se comparada à produção de proteína vegetal, a pecuária exaure, de modo desproporcional, as reservas já pequenas de água potável, terra, combustíveis e outros recursos. Para piorar, o relatório da FAO prevê um aumento da demanda de produtos de origem animal que, até 2050, dobrará o número de animais de criação.

O mais preocupante é que a Mesa-Redonda Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo composto de centenas de cientistas importantes do mundo todo, prevê efeitos catastróficos se não houver mudanças rápidas. Vários cientistas renomados do setor advertem que, caso as condições atuais continuem inalteradas, em dez anos o aquecimento global pode fugir ao controle.

Além dos benefícios ambientais, décadas de pesquisas indicam que, se a população em geral trocasse a carne e outros alimentos de origem animal por alimentos vegetais, isso reduziria drasticamente as doenças cardíacas, o câncer, a obesidade e outras doenças crônicas degenerativas que hoje em dia geram custos globais de trilhões de dólares em assistência médica. Diminuir a escala global de pecuária também permitiria que a terra arável, a água potável e outros recursos agrícolas alimentassem centenas de milhões de pessoas a mais. Como nos alertam ecólogos de renome como Eugene Odum e Garry Barrett, "quando se pensa a respeito da pressão da população sobre os recursos naturais e o meio ambiente, não se deve esquecer que não somente existem mais animais domésticos do que pessoas no mundo, mas que esses animais também consomem cerca de cinco vezes mais calorias do que as pessoas".

Alimentar-se com uma dieta vegetariana ou vegana não significa abandonar o prazer de comer. De fato, os pratos vegetarianos atuais são tão saborosos, se não mais, quanto àqueles encontrados numa dieta baseada em produtos de origem animal. Hoje, muitos chefs famosos cozinham sem utilizar ingredientes de origem animal.

Mais informações sobre a ligação da dieta com o aquecimento global e outros impactos podem ser encontradas em:
- SVB www.svb.org.br/
- UVLA www.ivu.org/uvla
- VUNA www.ivu.org/vuna/

Contato:Paula Brügger, Profª Dept de Ecologia e Zoologia – UFSC; coordenadora do Dep. de Meio Ambiente da SVB: svb@svb.org.br

Postado originalmente aqui!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Assine contra a MP que acabará com as florestas


A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada uma medida feita sob encomenda para acelerar as obras de infra-estrutura previstas no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), capitaneado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Em um ato de oportunismo político, o deputado petista José Guimarães (CE) “enxertou” na Medida Provisória (MP) 452 uma emenda que dispensa de licenciamento ambiental prévio as obras em rodovias brasileiras. Originalmente, a MP 452 tinha como propósito modificar a lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Como se não bastasse, a emenda estabelece ainda prazo máximo de 60 dias para a concessão da licença de instalação. Ao final desse prazo, a licença será automática.

A destruição da Amazônia não provoca apenas perda acelerada da biodiversidade e impactos no modo de vida da população local. O desmatamento é também a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa no Brasil, colocando o país na posição de quarto maior poluidor do clima global.

Várias iniciativas como essa e o Projeto Floresta Zero, em tramitação no Congresso Nacional, colocam em xeque as metas de redução de desmatamento assumidas internacionalmente pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas. A MP 458 segue agora para o Senado e, se aprovada, pode causar danos sem precedentes ao meio ambiente, em particular à Amazônia e ao clima global.

O futuro da floresta – e das futuras gerações – depende das escolhas que fazemos hoje. Diga aos senadores que você é contra a aprovação desta emenda e a favor do desmatamento zero.
Zerar o desmatamento é a principal contribuição do Brasil na luta contra as mudanças climáticas. Clique aqui e participe! Seu gesto vai fazer a diferença!

Fonte: Greenpeace Brasil.