domingo, 12 de abril de 2009

A Life Connected - Uma Vida (Inter)Conectada (parte I)



Um pequeno vídeo que demonstra a importância das opções que tomamos no dia a dia para o futuro do planeta. Foca-se nas escolhas feitas por pessoas que escolheram uma forma de se alimentar comprometidos como a vida.

Legendas em português. (Assista a parte II)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"SLOW FOOD"



Neste vídeo, Patricya Travassos e Cynthia Howlett visitam a região serrana fluminense para mostrar a importância de um movimento crescente chamado "slow food", que busca o resgate das tradições culinárias, do prazer pela alimentação e da importância da procedência e do sabor dos produtos. Margarida Nogueira, líder do Convivium Slow Food, é recebida para uma conversa no restaurante Alvorada, em Araras (RJ). O programa mostra receitas com produtos plantados na região, como vagem com queijo parmesão, repolho no forno a lenha com azeite e shiitake ao molho de ervas. Já Cynthia Howlett mostra uma horta de produtos orgânicos no Brejal, localidade rural do distrito de Posse, em Petrópolis (RJ), além de uma cultura de shiitake.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Todo rio já é o mar



O melhor curta no festival de Berlim

Pense a respeito...

Hatha Yoga



Programa: Almanaque (Globo News) - Ano: 2005 - Tema: Hatha Yoga no Brasil

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Oliver Shanti & Friends - Sacral Nirvana



O músico Oliver Shanti - mago das músicas orientais - revela, com imagens espetaculares, o "Caminho das Pedras" para se alcançar o "Nirvana".

domingo, 5 de abril de 2009

Documentário: O Legado Lutzenberger



Excêntrico. Profundamente lúcido. Idealista. Gênio. José Lutzenberger morreu em 14 de maio de 2002, mas suas idéias continuam vivas. Este documentário mostra depoimentos inéditos do ambientalista Lutzenberger. Num conturbado momento ambiental, O LEGADO LUTZENBERGER é mais um sinal de alerta para os graves problemas mundias, na área do meio-ambiente. Com gravações em Porto Alegre (RS), Viamão (RS), Torres (RS), Garopaba (RS) e Brasília (DF), o documentário tem depoimentos de amigos, colaboradores e suas filhas que continuam o trabalho do pai através da Fundação Gaia.

sábado, 4 de abril de 2009

Ecologia & Psicologia: Ecopsicologia


Em seu livro, "Well Mind, Well Earth" o psicólogo e ecologista Michael J. Cohen afirma que o mundo natural é 'uma outra civilização como a nossa', que ‘cada um de nós é parte da civilizada e sempre mutante perfeição da natureza', e ressalta que, pessoalmente, socialmente e ambientalmente, grande parte de nossos problemas resultam de diferenças entre o processo que o ambiente natural e nós usamos para construir nossas relações. Nossa lógica enfatiza educar para pensarmos e relacionarmo-nos através do uso da linguagem - palavras abstratas, símbolos e imagens - enquanto que o mundo natural alcança sua perfeição através da atração de energias, uma comunicação não lingüística. Esta diferença é o que nos desconecta das tendências naturais, tanto dentro de nós, como ao nosso redor. Isso nos impede de desfrutarmos da sabedoria, equilíbrio e paz inerentes na natureza.

Nós nunca iremos ensinar o mundo natural a falar português e assim nos revelar seus segredos. A fim de aprender como a natureza funciona, Cohen desenvolveu técnicas não-verbais e sensoriais de conexão com a vida natural.

Através da estimulação do pensamento crítico durante visitas a áreas naturais, seu método educacional capacita os visitantes à consciente e sensorialmente, reconectarem sua natureza interna ao mundo natural. Esta conexão permite à auto-organizável e regenerativa civilização natural funcionar dentro e entre indivíduos de qualquer idade, revertendo assim quadros de apatia, disfunções e dependências, motivando e direcionando de maneira responsável o gerenciamento do estresse e da auto-estima.

Não é um grande mistério a coerente integridade entre a natureza e nós mesmos. Como parte da malha da vida, nós, seres humanos, herdamos também esta integridade de forma congênita. Ela é nossa ‘natureza interior’, uma 'planta' compartilhada globalmente a que chamamos de 'a criança dentro de nós'. O verdadeiro segredo está em aprender a ler esta planta, analisá-la, reconectar-se a ela, validando sua integridade ao invés de aprender a vencê-la, como geralmente o fazemos. Ler a planta interior é uma possível definição para educação: 'Trazer de dentro para fora.' Esta leitura nos conecta com nossa origem mais comum e essencial, abrindo caminho para uma experiência de recomeço, para a criação conjunta de uma sociedade verdadeiramente civilizada, ao invés de tornar-nos ainda mais 'confusos', ou seja, descompassados em relação ao ritmo de toda a natureza.

A fim de promover experiências de reconexão entre a espécie humana e a vida natural, o departamento de 'ecopsicologia' da World Peace University apresentou um conjunto de atividades e ferramentas, que nasceram de experiências com algumas inquietações do homem contemporâneo, como a apatia, o estresse, a depressão e outras situações de desconforto psicológico.

Michael J. Cohen afirma que após muitos anos ensinando e vivendo na natureza acredita que educação responsável e aconselhamento podem ser melhor entendidos em termos de aprendizado multisensorial, e que todas as experiências consistem em sentir ou ressentir (rememorar) no momento presente sensações de atração natural, e seus graus de integração, cumprimento ou frustração. O aprendizado por livros se vale de quatro sentidos naturais: visão, linguagem, raciocínio e consciência. Entretanto, o mundo natural raramente alcança sua beleza e equilíbrio pelo uso de somente quatro sentidos, muito menos o faz através de livros, linguagem ou "tecno-logia", isto é, "pensamento lógico que cria técnicas e histórias artificiais". Em contra partida, o mundo natural funciona em termos "bio-lógicos". Biológico consiste em ser multisensorial, seguindo a atração natural de cada momento, que em nós aparecem por mais de 53 sentimentos e sensações naturais. Nossos sentimentos e sensações naturais são sinais muito antigos de memória, evoluídos globalmente. Uma multiplicidade de formas biológicas de conhecer, existir e sustentar a vida, que herdamos para nossa sobrevivência no planeta. Por exemplo, assim como a água é uma fonte natural de vida, igualmente natural é a nossa sede. Sede é um fato sensorial, um sentimento bio-lógico, uma memória única e inalterada que conecta a nós, animais terrestres, separados da água, com a sobrevivência e logo com a água. Em suma, a sede, assim como todas as nossas sensações naturais, tem uma razão de ser.

Pesquisas acadêmicas validam que psicologicamente e fisiologicamente, a natureza interior dos seres humanos consiste de uma variedade de sensações naturais. Pelo menos 53 sensações naturais foram identificadas nas pessoas. Entre estas, estão sentidos adicionais como cor, sede, linguagem, gosto, cheiro, excreção, pertencer a um grande todo, espaço, distância, forma, temperatura, tato... A sensação de cada sentido é única. Note especialmente que o raciocínio, a linguagem e a consciência são sentidos naturais que desempenham funções de sobrevivência na natureza. Note também, que de alguma forma, cada sensação permeia todo o mundo natural, incluindo nossa natureza interior.

As atividades propostas por esta abordagem têm por objetivo a descoberta, conscientização e exploração dos sentidos e sensações naturais do ser humano através de técnicas de sensibilização pelo contato reintegrativo com áreas verdes e outras entidades naturais. Nossa busca é auxiliar o homem no desenvolvimento de uma atitude consciente e responsável em sua relação com o meio ambiente, a qual emerge da percepção de si mesmo como sendo uma entidade não alheia e nem separada da natureza. Não somos, enquanto espécie, mais importantes para a vida do planeta do que uma planta, um peixe ou mesmo de uma bactéria. Nossa impressão de superioridade, enquanto sapiens sapiens, provém de um processo de desidentificação com a ordem natural do planeta, que existe em coesão. Esta atitude de nossa espécie está explícita na própria geografia das cidades nas quais nos concentramos, na artificialidade dos estímulos como cores, aromas, texturas e sabores, e no nosso ‘mundo à parte’, construído e organizado por nós mesmos, os seres humanos.
Somos, entretanto, ainda que não totalmente conscientes, entidades interdependentes, portadora de uma sabedoria auto-reguladora, legítima, congênita e compartilhada com toda a biosfera do Planeta Terra.

Rogério Meggiolaro – Instituto Neo-Humanista

Psicólogo e pesquisador da eco-psicologia, instrutor de yoga e educador.

www.neohumanismo.org

contato@neohumanismo.org

A lista dos sentidos acima foi traduzida da seguinte obra:
Michael J. Cohen – A Field Guide to Connecting With Natures
World Peace University – Oregon, USA

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ECOPSICOLOGIA - Espiritualidade e Meio Ambiente



“Nas últimas décadas um grande número de pesquisas apontou a existência de uma correlação entre o contato com ambientes naturais e melhores índices de saúde mental. A ciência da Ecopsicologia vem estimulando uma reflexão profunda sobre as distorções existentes na relação homem/natureza. Esta revisão mostra-se como urgente e fundamental, face a gravidade dos desequilíbrios ambientais que vem sendo provocados pela ação predatória e irresponsável do homem. Ao restabelecer a integração com os ambientes naturais, no entanto, o ser humano encontra mais do que garantia de sobrevivência: encontra estados de equilíbrio interior e transcendência. Realizar este potencial de reconexão e bem estar através da natureza é uma poderosa ferramenta no combate ao stress, ansiedade e depressão comumente presentes em nosso universo contemporâneo.

Ao contrário de outras abordagens da Psicologia que trabalham as relações do ser humano consigo mesmo e com outros seres humanos, a Ecopsicologia trabalha as relações do ser humano com o Planeta e com os ecosistemas dos quais faz parte. Sustenta que na raíz de nossa psiquê está uma conexão básica com a natureza. A repressão dessa conexão na sociedade industrial fez-nos perder o senso de pertencimento à natureza. Essa dissociação homem/natureza é parte fundamental da crise ambiental que vivemos e, de acordo com a Ecopsicologia, a solução dessa crise passa não só pela criação de tecnologias limpas como também pela cura dessa dissociação. O conceito de Inconsciente Ecológico remete-nos à sabedoria ancestral de povos que reconheciam o ser humano como um fio de uma grande teia de vida planetária. É característica dessa sabedoria, reconhecer o sentimento de lealdade para com todas as espécies que compartilham conosco o Planeta. Esse Inconsciente Ecológico pulsa em nós e sua integração à consciência pode abrir espaço para estados de integração e sanidade, assim como pode ser a base para a ética em nossas relações com o Planeta”.

(Texto extraído do site www.ecosintonia.com.br)

Marco Aurélio Bilibio é psicólogo, mestre em Psicologia da Religião e um dos pioneiros da Ecopsicologia no Brasil.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

MEIO AMBIENTE – SOBREVIVÊNCIA E ESPIRITUALIDADE


Por Clara Emilie Boeckmann*

A todo instante assistimos às catástrofes ambientais divulgadas pelos principais meios de comunicação. Vastas áreas florestais destruídas pelo fogo, explorações madeireiras clandestinas, depleção de estoques pesqueiros, aterros de mangues, poluição, efeito estufa, derramamentos de petróleo, instabilidade climática. Resultados de fortes ações propositais e inconseqüentes causadas pelo homem ao meio ambiente. Mas existem também as pequenas ações, praticadas no dia-a-dia pelos bilhões de seres humanos que habitam o Planeta Terra, e cujo somatório revertem-nas em catástrofes muitas vezes ainda maiores que aquelas. O acúmulo de lixo, o gasto excessivo de água e energia elétrica, e ainda a falta de manifestação pública das pessoas de uma forma geral, a favor de um maior comprometimento dos governos, indústrias e empresas, são comportamentos comuns em nossa sociedade. A Internet está repleta de Organizações, relatos, manifestos em defesa do meio ambiente. Mas ainda são pequenas sementes. É preciso que todas as pessoas se engajem nessa luta pelo maior patrimônio da humanidade que é o Planeta em que vivemos!

A maioria das pessoas ainda não percebeu que preservar a natureza não é simplesmente uma atitude poética ou apologética à beleza, à paz, à harmonia, à sabedoria da natureza. Apesar do nosso planeta de fato apresentar estas dádivas, nossa dependência a nível de sobrevivência suplanta estas questões. O homem ainda não percebeu que vem destruindo suas próprias garantias de sobrevivência. Além disso, cada vez compromete mais sua qualidade de vida. Como bem expressou Céu D´Ellia, os indicadores da crise ambiental refletem mais que uma crise ambiental, mas a nossa crise é sim, reflexo de uma crise maior: de valores, relacionamentos, identidade e conhecimento (e adiciono que tudo isso está relacionado ao espiritual), levando-nos ao consumo inconseqüente, que coloca o planeta em risco.

O espiritual, que não significa religiosidade, como cita Sérgio Buaiz, envolve valores morais e éticos, solidariedade, atitude positiva e responsabilidade social. E como exercer estas questões se olvidamos a questão da preservação do meio ambiente, da garantia do bem-estar das gerações futuras?

Assim, a preservação do meio ambiente está associada a uma necessidade vital para o ser humano. E está associada não somente a pequenas e grandes mudanças de atitude em relação ao meio ambiente, mas também mudanças de atitude perante a nossa própria vida, nossos valores, nossos semelhantes, nossas futuras gerações. Preservar o meio ambiente é amar o nosso próximo, é respeitar a vida, a natureza do planeta, é reconhecer os nossos limites de sustentação, e revermos nossos próprios valores e atitudes em todos os aspectos de nossas vidas, inclusive o espiritual. Nossa harmonia interior depende de como exercemos nossa relação com o mundo exterior e vice-versa.

A interrelação entre a questão ambiental e a questão espiritual é inquestionável, e já originou a disciplina Eco-espiritualidade, muito difundida pelo nosso ilustre Leonardo Boff. Repensarmos nossa postura com relação ao nosso meio ambiente, é investirmos em nosso aprimoramento não somente material, mas também moral, intelectual, espiritual. A boa conduta deve expandir-se a todas as nossas dimensões humanas e a todos os aspectos de nossa vida, em nosso lar, nosso ambiente de trabalho, nossa cidade, nosso Planeta. Qualidade de vida, bem-estar, sustentabilidade e a garantia destes valores às gerações futuras devem compor nossos valores e conduta.

Sim, também é preciso vencermos o egoísmo e o imediatismo, desconsiderando as gerações futuras do porvir – que aliás, podem ser nós mesmos se acreditarmos em reencarnação! Mas nem é bom pensarmos por aí - pois assim não estaremos tendo o desprendimento da doação incondicional, mas novamente por egoísmo: por nós mesmos nas próximas vida. Isso me lembra um dos melhores ditados populares que já ouvi: “se o homem soubesse a vantagem de ser bom, seria bom por egoísmo”.

De uma forma ou de outra, a questão da preservação ambiental, do desenvolvimento sustentável, exige que cada um faça a sua parte, numa atitude de amor pela humanidade, dentro dos princípios éticos, e mesmo, espirituais.