Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência. [...]Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto." Chefe Seatle.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Povos da floresta
João Fortes, coordenador da Rede Povos da Floresta, conta que as comunidades da floresta têm realizado pelo reflorestamento por meio de uma metodologia tradicional que podem render créditos de carbono, evitando que os povos derrubem a floresta para criar gado
domingo, 15 de março de 2009
20 de Março – Dia Mundial Sem Carne
Iniciativa lançada nos EUA em 1985 pela FARM (Farm Animal Reform
Movement), o Dia Mundial Sem Carne é actualmente uma das maiores
campanhas de sensibilização à dieta vegetariana realizada a nível
mundial.
Neste dia, as pessoas são convidadas a fazer uma alimentação
alternativa, à base de vegetais e frutas e sem a ingestão de qualquer
tipo de carne ou peixe.
Celebra a chegada da Primavera de uma forma diferente!
Vantagens de uma alimentação sem carne:
- Diminui o colesterol, reduzindo assim o risco de desenvolver doenças cardíacas, como um ataque cardíaco ou aterosclerose;
- Ajuda na prevenção do cancro, diabetes, obesidade e outras doenças crónicas;
- Evita que os animais sejam capturados, enclausurados, torturados, drogados e abatidos de forma agonizante.
- Preserva as fontes de produção de alimentos e água utilizadas na alimentação dos animais, permitindo assim alimentar a fome mundial;
- Diminui a poluição gerada pela utilização de pesticidas e adubos e libertação de gás metano (produzido pela fermentação do adubo orgânico) e gás de amónia (produzido pelo excremento dos animais);
- Aumenta o nosso nível de energia, tornamo-nos então mais felizes e saudáveis.
Artigo completo!
quinta-feira, 12 de março de 2009
Natureza e seres vivos

Um louva-a-deus encontrado no jardim por uma das crianças é o mote para a professora dar uma aula sobre ecologia, cadeia alimentar e relações de interdependência na natureza. Ao tratar de temas como desmatamento, modificações do ambiente pelo ser humano e a falta de formação de uma consciência protetora do meio ambiente, o livro incentiva o leitor a respeitar os seres vivos e a lutar em defesa do meio ambiente.
Natureza e seres vivos - autor: Samuel Murgel Branco
Claro está
que preciso do Sol para existir.
Porém
o Sol precisa de mim para existir?
E você, precisa do Sol para existir?
E o Sol, precisa de você para existir?
(não sei se há resposta, mas há um breve lampejo de consciência que aparece no próprio instante da pergunta...)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Nicola Bullard fala sobre as alternativas da sociedade
A australiana Nicola Bullard fala sobre alternativas da sociedade civil discutidas no Fórum Social Mundial de Belém. Ela analisa as estratégias em andamento para a construção de um mundo mais justo.
Movimento por um Código Ambiental Legal para SC
Integre o movimento!
Em dezembro de 2008 tivemos a oportunidade de sentir na pele que a união faz a força, quando a manifestação de várias instituições acerca do Projeto de Lei 0238/08, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente para o estado de Santa Catarina e um abaixo-assinado entregue à Assembléia Legislativa, mostrou resultados. A votação do projeto foi adiada por três meses.
Mas para ter um Código Ambiental Legal, precisamos trabalhar mais um pouco. Muitas entidades e instituições se manifestaram favoravelmente a esse esforço. Por isso propomos a continuação do que foi feito em dezembro, através do MOVICAL.
Nesse sentido, viemos até você para convidá-lo para fazer novamente parte deste esforço. Repasse para as suas redes, assine o abaixo-assinado, da mesma forma solicite aos dirigentes das entidades com que você possui vínculo, para que registrem e venham a integrar este movimento por um Código Ambiental Legal para o Estado de Santa Catarina. Divulgue o site www.codigoambientallegal.org.br. Neste site você poderá ficar informado da agenda das ações que estão sendo realizadas.
Abaixo assinado aqui!
Em dezembro de 2008 tivemos a oportunidade de sentir na pele que a união faz a força, quando a manifestação de várias instituições acerca do Projeto de Lei 0238/08, que institui o Código Estadual do Meio Ambiente para o estado de Santa Catarina e um abaixo-assinado entregue à Assembléia Legislativa, mostrou resultados. A votação do projeto foi adiada por três meses.
Mas para ter um Código Ambiental Legal, precisamos trabalhar mais um pouco. Muitas entidades e instituições se manifestaram favoravelmente a esse esforço. Por isso propomos a continuação do que foi feito em dezembro, através do MOVICAL.
Nesse sentido, viemos até você para convidá-lo para fazer novamente parte deste esforço. Repasse para as suas redes, assine o abaixo-assinado, da mesma forma solicite aos dirigentes das entidades com que você possui vínculo, para que registrem e venham a integrar este movimento por um Código Ambiental Legal para o Estado de Santa Catarina. Divulgue o site www.codigoambientallegal.org.br. Neste site você poderá ficar informado da agenda das ações que estão sendo realizadas.
Abaixo assinado aqui!
domingo, 8 de março de 2009
Está chegando a Hora do Planeta
Personalidades participam da Campanha da Hora do Planeta.
Campanha: www.wwf.org.br
sábado, 7 de março de 2009
Arnaldo Jabor fala sobre Carne e Meio Ambiente
Arnaldo Jabor fala à CBN sobre os problemas causados ao meio ambiente pelo consumo de carne e derivados.
Com seu humor característicos ele põe em pauta um assunto que seria engraçado se não fosse trágico: o pum da vaca.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Slow Food
O movimento defende uma nova relação do homem com o alimento. Na contramão do fast food e da correria da vida moderna, a proposta desse movimento que ganhou o mundo a partir da década de 80 é uma alimentação mais consciente, com mais prazer.
A Alemanha está entre os países onde o movimento mais cresce. Mais de 8 mil alemães já aderiram ao novo estilo de vida. No Brasil, a proposta do Slow Food atrai pessoas de todas as idades e regiões. Em Piracicaba, os integrantes do movimento foram além, e aliaram a pesquisa científica sobre os alimentos ao objetivo de comer com mais consciência.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
O Que é Ecologia Profunda?

A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta idéia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.
Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.
A expressão ecologia profunda foi criada durante a década de 1970 pelo filósofo norueguês Arne Naess, em oposição ao que ele chama de "ecologia superficial" – isto é, a visão convencional segundo a qual o meio ambiente deve ser preservado apenas por causa da sua importância para o ser humano.
Ao nível superficial, o homem coloca-se como centro do mundo e quer preservar os rios, o oceano, as florestas e o solo porque são instrumentos do seu próprio bem-estar. Quando olha para o meio ambiente com esta preocupação, o homem só enxerga os seus próprios interesses, já que, inconscientemente, se considera a coisa mais importante que há no universo. Olha a árvore e vê madeira. Olha o solo e vê o potencial agrícola ou a possível exploração de minérios. Olha o rio e vê um curso d’água navegável por barcos de determinado porte. Ele sabe que deve preservar os chamados recursos naturais, porque são preciosos. A natureza para ele é um grande cofre, abarrotado de riquezas renováveis, mas que deve ser cuidadosamente preservado. Daí a necessidade de autoridades ambientais atuantes e uma boa legislação que preserve o meio ambiente.
Este nível da consciência ecológica tem importância, porque faz com que os seres humanos questionem seu comportamento econômico e comecem a perceber mais claramente que a ética, afinal, dá bons resultados. A postura mais primitiva, de mera pilhagem, vem sendo deixada de lado em grande parte da economia. As políticas públicas de meio ambiente têm reforçado até hoje prioritariamente este primeiro nível, claramente insuficiente, de consciência ambiental. A multa, a repressão, a aplicação da legislação ambiental e a fiscalização seriam instrumentos muito úteis a curto prazo, se no Brasil a política nacional de meio ambiente não tivesse sido tão persistentemente esvaziada.
Mas as boas notícias são mais fortes que as más. Uma nova consciência empresarial já repensa o conjunto das atividades econômicas a partir da meta de administrar sabiamente, a longo prazo, os recursos naturais. As gerações mais recentes de empresários e executivos trazem consigo uma forte consciência ambiental. Sua atitude é compatível com a descrição holista do universo e com a ecologia profunda. Progresso econômico e bem-estar material deixam de ser inimigos da preservação ambiental ou da busca espiritual. As novas tecnologias permitem aumentar a produção, ao mesmo tempo que se diminui, radicalmente, o impacto ambiental. O verdadeiro progresso econômico – surge agora um consenso em torno disso – deve ser socialmente justo e ecologicamente sustentável. As medidas convencionais e de curto prazo para a preservação ambiental combatem os efeitos da devastação e pressionam pela gradual adaptação das atividades econômicas às leis da natureza. Mas a ecologia profunda dá um sentido maior às estratégias convencionais de preservação. Atacando as causas ocultas da devastação, projeta e estimula o surgimento de uma nova civilização culturalmente solidária, politicamente participativa e ecologicamente consciente.
Em última instância, as causas da destruição ambiental são o individualismo ingênuo, o sentimento de cobiça material sem freios e a ilusão de que o ser humano está separado do meio ambiente, podendo agir sobre ele sem sofrer as conseqüências do que faz. Ter isto claro é importante. No entanto, não basta uma percepção teórica deste dilema ético. Além de compreender intelectualmente o princípio da unidade ecológica de tudo o que há, é oportuno vivenciar e deixar-se inspirar pelo sentimento da comunhão com a natureza. Deste modo, aprende-se a colocar cada um dos processos econômicos e sociais a serviço da vida, já que é absurdo pretender inverter o processo e colocar a vida a serviço deles.
Não há, pois, oposição real entre a ecologia convencional ou de curto prazo e a ecologia profunda ou mística. São dois níveis diferentes de consciência. Ambos são indispensáveis, e são mutuamente inspiradores. Foi em meados da década de 1980 que diversos pensadores – Warwick Fox, Henryk Skolimowski e Edward Goldsmith, além do próprio Arne Naess – começaram a produzir textos variados a partir do ponto de vista da ecologia profunda. A nova física e a nova biologia, com Fritjof Capra, Gregory Bateson, Rupert Sheldrake, David Bohm, e também os trabalhos científicos de James Lovelock e Humberto Maturana, entre outros, deram legitimidade científica à ecologia profunda. Em sua vertente religiosa, esta corrente de pensamento tem ampla base de apoio na tradição mística de todas as grandes religiões da humanidade. São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia, está longe de ser uma figura isolada.
Cauteloso, Arne Naess recusou-se a criar um sistema racionalmente coerente – um circuito fechado de idéias – capaz de limitar o conceito de ecologia profunda, e manteve-o como uma idéia aberta segundo a qual a variedade da vida é um bem em si mesma. Para Naess, esta ecologia surge do reconhecimento interior da nossa unidade com a natureza. O fato nem sempre requer explicações e muitas vezes não pode ser descrito com palavras. Mas a ação freqüentemente mostra com clareza o que é ecologia profunda.
Em certa ocasião, um rio da Noruega foi condenado à destruição para que fosse construída uma grande hidrelétrica. As margens do curso d’água seriam inundadas para que se fizesse o lago da barragem. Um nativo do povo Sami recusou-se, então, a sair do lugar. Quando, finalmente, foi preso por desobediência e retirado dali à força, ele não teve opção. Mais tarde a polícia perguntou-lhe por que se recusara a sair do rio. Sua resposta foi lacônica:
"Este rio faz parte de mim mesmo".
O indígena estava certo. O meio ambiente faz, realmente, parte de nós mesmos. São dele o ar que respiramos e a água que compõe 70 por cento do nosso corpo físico. Dele vêm os nutrientes que renovam a cada instante as nossas células. Esta unidade dinâmica não está limitada ao plano material da vida, mas também é psicológica e espiritual, mesmo que alguns de nós não tenham plena consciência disso.
A Vida Secreta da Natureza reúne textos publicados inicialmente nas revistas Planeta, Planeta Nova Era e outras publicações. A seguir, veremos experiências de contato direto com o mundo natural como fonte de inspiração para a alma humana em seu crescimento interior. E também reflexões sobre a proposta de um desenvolvimento ecologicamente sustentável; sobre a cidadania local e global como base para a construção de uma civilização solidária; e sobre a poderosa combinação atual entre o pensamento ecológico, a ciência moderna e a tradição esotérica.
(Introdução do livro "A Vida Secreta da Natureza" de Carlos Cardoso Aveline.)
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