sábado, 31 de janeiro de 2009

Câmeras automáticas instaladas na selva amazônica flagram 75 onças


Fotografias servem de base para censo do felino em reservas do Equador. Veja imagens de onça e outros animais fotografados na pesquisa.

Usando câmeras fotográficas com sensores de presença instaladas em diferentes pontos da selva amazônica equatoriana, o pesquisador Santiago Espinosa conseguiu fotografar 75 onças-pintadas e demonstrar que a presença humana faz diminuir a incidência do maior felino do continente.

Espinosa instalou as máquinas no Parque Nacional Yasuni e na Reserva Étnica Yasuni que, somados, têm 16.800 km² (aproximadamente 11 vezes o tamanho do município de São Paulo). Os 75 espécimes fotografados durante o censo foram identificados pelo padrão das manchas na pelagem.

O número de animais fotografados em cada ponto mostra que a proximidade de estradas ou núcleos urbanos diminui a presença das onças. Em um ponto remoto da floresta estudado por Espinosa, ele identificou cinco vezes mais onças-pintadas que em locais com maior população humana.

Segundo informações divulgadas pela Wildlife Conservation Society, umas das instituições financiadoras do cientista, a presença humana diminui a incidência do felino porque, além de ser alvo direto de caçadores, suas presas naturais, como o porco-do- mato, são também caçadas pelo homem, o que diminui as fontes de alimento do predador.

Além das onças, as câmeras do cientista equatoriano flagraram outros animais, como um bando de porcos selvagens e uma rara espécie de cachorro-do-mato. (Fonte: G1)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ministério do Meio Ambiente vai liberar recursos para o combate ao desmatamento



O anúncio do aumento das verbas em R$ 9 milhões foi meito pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante o Fórum Social Mundial, em Belém.

Amazônia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU


Programa da ONU para o Meio Ambiente responsabiliza Brasil e outros sete países da região.

Um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazônica foram destruídos em um período de cinco anos, entre 2000 e 2005.

A informação foi noticiada pelo jornal francês Le Monde na quinta-feira, e foi confirmada à BBC Brasil pelo Pnuma.

Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores - o equivalente ao território da Venezuela.

A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru. Leia mais!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Em Belém, faixa humana pede socorro à Amazônia


Protesto ocorreu durante primeiro dia do Fórum Social Mundial.
Manifestação foi liderada por organizações indígenas.


Faixa formada por cerca de 1.200 índios participantes do Fórum Social Mundial pede atenção dos governos para a destruição da Amazônia. O protesto ocorreu na manhã desta terça-feira (27), na Universidade Federal Rural da Amazônia, em Belém (PA), e reuniu indígenas brasileiros e de outros países da América Latina. (G1)

Marcha abre Fórum Social em Belém


Uma grande marcha pelo Centro de Belém marcou hoje (27/01) à tarde a abertura do Fórum Social Mundial. Até domingo (1), 120 mil representantes, de 150 países, vão discutir saídas para o desenvolvimento sustentável. (Fonte: G1)

Os limites do capital são os limites da Terra


Por Leonardo Boff

Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day, quer dizer, "o dia da ultrapassagem da Terra". Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: A partir deste dia o consumo da humanidade ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: A humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas.

Esta notícia, alarmante e ameaçadora, ganhou apenas algumas linhas na parte internacional dos jornais, ao contrário da outra que até hoje ocupa as manchetes dos meios de comunicação e os principais noticiários de televisão. Lógico, nem poderia ser diferente. O que estrutura as sociedades mundiais, como há muitos anos o analisou Polaniy em seu famoso livro A Grande Transformação, não é nem a política nem a ética e muito menos a ecologia, mas unicamente a economia. Tudo virou mercadoria, inclusive a própria Terra. E a economia submeteu a si a política e mandou para o limbo a ética.

Até hoje somos castigados dia a dia a ler mais e mais relatórios e análises da crise econômico-financeira como se somente ela constituísse a realidade realmente existente. Tudo o mais é secundarizado ou silenciado...

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

GOVERNO DE SANTA CATARINA AINDA NÃO ASSUME O DESQUILIBRIO AMBIENTAL QUE FOI CONSTRUIDO CRIMINOSAMENTE NO ESTADO

Referente matéria veiculada na Revista VEJA Edição nº. 2095 de 14/01/2009, na seção PANORAMA / HOLOFOTE (Pág. 30).

Senhor Redator Chefe,

Sou catarinense nascido em Joinville, eng. agrônomo autonomo, auditor ambiental lider acreditado pelo EARA da Inglaterra, laureado em 1989 na Bélgica com o Prêmio GLOBAL 500 da ONU/UNEP, (o mesmo recebido por Chico Mendes em 1988), e como tal, lutando no voluntariado ambiental desde 1977, estou assustando com os encaminhamentos da legislação ambiental pelo Governador do Estado de SC tentando facilitar projetos que levam a assinatura de Luiz Henrique da Silveira do PMDB.
Com as modificações que esta propondo ( que se me parece inconstitucionais - pois nenhuma lei estadual pode ser mais branda que uma lei federal) promoverá um abrandamento assustador na lei e no código estadual de Meio Ambiente. Este "destravar das leis", tem um só objetivo: facilitar os licenciamentos ambientais de projetos que ofereceu para "amigos" empresários e empresas estrangeiras, num estilo imperial totalmente fora de contesto democrático nacional.

A legislação ambiental de SC quando abrandada, atropelará de modo grotesco o equilibrio ambiental tênue de SC. É deveras preocupante num pós periodo de catástrofes ambientais com tantas mortes de contribuintes estaduais, tudo apontando fortemente para um gerenciamento inadequado e clientelista praticado pelos ultimos governadores de Santa Catarina e de modo especial a atual administração de LUIZ HENRIQUE DA SIVEIRA, o qual tem ofendido o movimento do voluntáriado ambiental de SC e do Brasil, promovendo desequilibrios ambientais e colocando em alto risco a qualidade de vida do povo catarinense pela usurpação de areas de preservação permanente, transformando-as em areas privativas, onde o lucro é dos grupos protegidos e o ônus tem sido o social. Essa atitude insana e centralista vem criando gigantescos cenários que no futuro proximo trará novas e maiores catástrofes ambientais.

É oportuno e necessário que VEJA, revista que conquistou a confiança do leitor brasileiro por trazer maiores doses de verdades aos temas levantados, que se aprofunde nas questões do clima e da força que a natureza está e continua assolando o Estado.
No litoral passaram a ser costumeiros os fortes ventos, granizos descomunais, chuvas jamais registradas em volumes e nos espaços de tempo em que se precipitam.
Essas novas condições climaticas atuam sobre obras licenciadas por uma engenharia desatualizada e corrupta, que constroi nas margens de rios sobre matas ciliares, loteamentos são licenciados em areas de alagamentos ceculares, em fundos de vale, nas encostas de risco, em areas de preservação permanente como restingas e manguezais, tudo colaborando para a fragilização da vida humana catarinense e causando a instabilidade financeira.
Nos municipios do Oeste de SC acontece o contrario. As constantes estiagens anuais vem se repetindo na ultima década, provocando o êxodo urbano e rural, a quebra de safras, a desfiguração do solo tornando-o pre-deserto.

Para esses novos cenários fabricados pelos governos estaduais e municipais no desrespeito ao codigo Florestal e o CODIGO AMBIENTAL DO ESTADO que data de 1981, o Governador do PMDB não tem a mínima sensibilidade, muito pelo contrario.
Em maio de 2001, ainda prefeito, num congresso nacional sobre Mata Atlântica em Joinville, declarou para 800 convencionais na presença da senadora Marina Silva, que o mais correto seria fechar o CONAMA, entidade que só criava obstáculos para os projetos do Governo de SC.
Logo depois assistimos ao vergonhoso escândalo amplamente divulgado por VEJA e rotulado pela PF, de MOEDA VERDE, onde a corrupção galopante nos orgãos de licenciamento ambiental do Estado e do municipio de Florianópolis, liberaram obras e projetos sobre restingas, manguezais e APPs. Foram efetuadas 40 prisões e os envolvidos ao serem libertados, foram recepcionados pelo Governador com um jantar oficial pago pelos contribuintes de SC, dando total apoio aos indiciados pela PF, MPF e Judiciário federal.

Sobre esse vergonhoso processo deveria tambem VEJA pesquisar o que aconteceu os protagonistas ( PF, MP e o Juiz) das ações federais e o que aconteceu com os mesmos depois do espetaculo apresentado pela midia. Suspeita-se que a força do IMPERIO DE SANTA CATARINA, pelo visto, transcende a soberania até do Judiciário.

Atenciosamente agradeço por essa oportunidade ao povo de SC.

Autorizo a divulgação no seu todo ou em parte que não prejudique o raciocínio da mensagem.

Eng Agr. Gert Roland Fischer (gfischer.joi@terra.com.br) CREA-SC 001288-4
Joinville - SC

Segue a nota da Veja de 14/01/2009:

DEPOIS DO DILÚVIO

Há apenas um mês, o governador Luiz Henrique enfrentou uma inundação que devastou Santa Catarina. Agora, enfrenta uma nova avalanche. Ele defende a aprovação de um novo Código do Meio Ambiente que é abominado por ecologistas. Eles dizem que, se aprovado, o código agravará mais o problema das inundações, porque reduz de 30 para 5 metros a área de mata a ser preservada na margem dos rios. Os ecologistas e os procuradores do estado questionam também outro projeto, que redefine os limites do parque da Serra do Tabuleiro. Alegam que a mudança facilitará a destruição da serra, uma reserva ainda intacta de Mata Atlântica. (Fonte: Veja)

sábado, 24 de janeiro de 2009

A corrente do bem


ONG criada por Thaise Costa Guzzatti para promover o Agroturismo ecológico em Santa Catarina vence o Projeto Generosidade 2008

Entre os meses de abril e setembro do ano passado, a Editora Globo promoveu o Projeto Generosidade, no qual revelou histórias reais de pessoas que praticaram ações de impacto social. Ao todo, concorreram 79 reportagens publicadas em todas as revistas da empresa e mais de 150 histórias inscritas pelo site. A vencedora do Projeto Generosidade 2008 foi a engenheira agrônoma Thaise Costa Guzzatti, do interior de Santa Catarina. Na última segunda-feira (15), durante um evento na sede da Editora Globo, foi feita uma doação no valor de 200 mil reais, a ser investidos em seu projeto.

Thaise fundou a Associação Acolhida na Colônia há dez anos. A organização não governamental promove o agroturismo ecológico no interior de Santa Catarina. Os agricultores associados à ONG recebem turistas em suas casas, preservando a cultura local e o meio ambiente. Além de evitar o êxodo rural, a iniciativa aumentou a renda mensal de 170 famílias de agricultores.

Polícia mineira usa aeromodelo para proteger o meio ambiente


De olho nos males ao meio ambiente. A Polícia Militar de Minas Gerais está utilizando um aeromodelo com uma câmera para combater queimadas e desmatamento.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Nova Iorque quer se tornar mais "verde"


Há anos, engenheiros civis, urbanistas e ambientalistas argumentam que as pontes e estradas norte-americanas deveriam ser reconstruídas e que as cidades dos EUA precisam ser sustentáveis e mais eficientes em termos de energia.

Graças ao plano do presidente Barack Obama de investir centenas de bilhões de dólares para reaquecer a economia, estas pessoas estão sendo mais ouvidas. A infraestrutura tornou-se uma questão importante quando se trata de projetos públicos para estimular o crescimento.

Tudo isto torna oportuna a exposição "Growing and Greening New York", que está no Museu da Cidade de Nova Iorque até o dia 22 de abril. A exposição utiliza o programa "PlaNYC: A Greener, Greater New York" (Uma Nova Iorque mais verde e maior), criado em 2007 pelo prefeito Michael Bloomberg, como um ponto de partida para explorar formas de melhorar a rede de transporte da cidade, expandir suas áreas abertas e reduzir as emissões de carbono.

A exposição, em grande parte financiada pela Fundação Rockefeller, é menos uma agenda política e mais um apanhado de medidas que podem melhorar a vida na cidade se os nova-iorquinos fizerem sua parte na preservação do meio ambiente -- e as autoridades adotarem algumas destas medidas. Se os moradores de Nova Iorque utilizassem 5% a menos de água por dia, a cidade poderia poupar 240 milhões de litros de água diariamente. ON.